Galp admite aumento dos preços da luz. Goldenergy diz ser "prematuro" definir impacto

Galp e Goldenergy estão atentas ao impacto que o travão ao gás definido a nível ibérico poderá vir a ter a nível de custos, mas não arriscam qual será o impacto nos preços finais para os consumidores.

A Galp e a Goldenergy reconhecem que os preços a que vendem eletricidade aos consumidores podem vir a sofrer alterações, como consequência da aplicação do mecanismo ibérico em vigor desde junho, o qual veio definir um teto nos preços do gás natural.

Confrontadas pelo ECO com a possibilidade de subida dos preços da luz, na sequência das declarações do CEO da Endesa, que estimou aumentos na conta da luz na ordem dos 40%, as duas empresas concorrentes afirmam estar atentas ao impacto que o travão ao gás definido a nível europeu poderá vir a ter a nível de custos, mas não arriscam fazer previsões.

"A Galp está a avaliar o impacto das regras decorrentes da aplicação do mecanismo de ajustamento nos diversos cenários de evolução dos custos do gás natural e do valor do ajustamento imputado à Galp" e, nesse sentido, uma possível decisão de aumentar os preços "será tomada no curto prazo", explica a empresa em declarações ao ECO/Capital Verde e à TSF.

Todavia, a empresa prevê que o valor das atualizações seja "inferior àquele que resultaria de um contexto puro de mercado", ou seja, sem o ajustamento previsto no mecanismo.

Por sua vez, a Goldenergy informa que, como a imputação dos custos do mecanismo ainda não aconteceu, não tem "informação disponível para quantificar o que o mesmo representa para a Goldenergy, pelo que é ainda prematuro definir qual será o impacto nos preços finais para os consumidores".

"A Goldenergy tem mantido os seus preços no mercado residencial de eletricidade" e espera "continuar a oferecer aos seus clientes o melhor serviço aos preços mais justos possíveis", acrescenta.

O presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, disse, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, que a eletricidade vai sofrer um aumento de cerca de 40% já nas faturas de julho, e que esse aumento é justificado pelo mecanismo ibérico para controlar o preço do gás na produção elétrica.

"Perante as ameaças de práticas especulativas nos preços a praticar pela Endesa", o primeiro-ministro assinou na segunda-feira um despacho que determina que o pagamento de faturas por parte do Estado à Endesa terá de ser validado previamente pelo Secretário de Estado do Ambiente e da Energia, João Galamba.

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