Governo quer subir IVA das touradas para 23%

As touradas deverão passar a pagar o máximo de IVA, ao contrário do que acontecia até aqui.

O Governo pretende subir o IVA para os espetáculos de tauromaquia para 23%. A proposta surge no documento preliminar do Orçamento do Estado a que a TSF teve acesso e recorda uma questão que gerou polémica na passada legislatura.

Na proposta do Governo, conhecida esta segunda-feira, surge uma lista de bens e serviços que estão sujeitos à taxa reduzida de IVA. As touradas estão fora desse ponto, o que significa que deverão passar a pagar o máximo de IVA, isto é 23%.

Os espetáculos de canto, dança, música, teatro, cinema, circo, jardins zoológicos, botânicos e aquários públicos pagam 6% de IVA, à exceção de "espetáculos de caráter pornográfico ou obsceno".

Esta medida foi uma das propostas que o PAN apresentou ao Governo para este Orçamento do Estado, bem como a tentativa de pôr fim à isenção de IVA dos artistas tauromáquicos.

A questão do IVA nas touradas foi discutida na anterior legislatura, com PSD, CDS e PCP a garantirem a passagem das touradas para a taxa reduzida de IVA, os 6%.

Na altura, um dos nomes mais críticos foi o de Manuel Alegre. Em entrevista à TSF/DN, o histórico socialista enalteceu que o PS devia afirmar-se mais e não ter medo nem do PAN nem fazer favores à esquerda urbana.

"Eu, na carta a António Costa, nem chegava a dizer se gostava ou não de touradas. Aqui posso fazê-lo. Nem vou muito às touradas, vejo na televisão, sobretudo a corrida à espanhola, o toureio a pé de que gosto muito. Gosto muito de alguns poemas sobre toiros - os mais belos foram escritos por um poeta brasileiro, João Cabral de Melo Neto. Senti-me mal com aquilo, com a discriminação que é feita em relação à tauromaquia", justificou, criticando o PAN e acusando o partido de "engenharias sociais ou artificiais messiânicas".

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