Governo prepara dois novos apoios para afetados pela pandemia. Abono de família extra pode estar na calha

No total, são 102 milhões de euros em apoios sociais suplementares para quem foi tocado pela crise provocada pela Covid-19.

O Governo pode aprovar esta quinta-feira dois novos apoios às famílias que perderam parte do salário. Na calha pode estar um abono de família extra e um complemento de 350 euros, avança o jornal Público.

De acordo com o Público, são duas medidas gémeas para ajudar quem perdeu rendimentos durante a pandemia. A primeira vai ser paga em agosto, chama-se complemento de estabilização e terá o valor de um terço do salário, ou seja, o valor perdido durante um mês em lay-off, mas com um limite de 351 euros, o equivalente a 80% do indexante dos apoios sociais.

Para beneficiar deste complemento de estabilização, além de terem de ter perdido um terço do rendimento por terem estado em lay-off, os trabalhadores não podem ter um ordenado acima dos 1270 euros por mês.

Pelas contas do Governo, este apoio social vai custar aos cofres do Estado, 70 milhões de euros.

O Público avança ainda que quem tiver filhos pode ainda receber um abono de família extraordinário. Aqui, o apoio será pago em setembro, por ser o mês do arranque do ano letivo.

O Governo explica ao Público que o abono de família extra funcionaria assim como um apoio à compra de material escolar.

Esta ajuda extra será atribuída a famílias com filhos que recebem atualmente abonos de família do 1.º, 2.º e 3.º escalões. Para esta medida, o governo conta gastar 32 milhões de euros.

No total, são 102 milhões de euros em apoios sociais suplementares para quem foi tocado pela crise provocada pela Covid-19.

Edmundo Martinho, provedor da Misericórdia de Lisboa e antigo presidente do Instituto de segurança social, considera que estes apoios são fundamentais: "É indispensável que se criem mecanismos de apoio para quem, de uma forma tão súbita e tão brutal, perdeu os seus rendimentos ou uma parte substancial dos seus rendimentos. É essencial que isso se mantenha até que regressemos a alguma normalidade do ponto de vista salarial e do ponto de vista do funcionamento das empresas."

No mesmo plano, Edmundo Martinho defende que "aquilo que possamos fazer para assegurar que as crianças não saem mais fragilizadas de todo este processo parece-me fortemente positivo".

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