Greve dos motoristas: ANTRAM alerta que serviços mínimos podem ser insuficientes

Patrões lamentam a ausência de conversações entre o sindicato e a ANTRAM.

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) entende que o Governo devia ter ido mais longe nos serviços mínimos decretados esta quarta-feira para a greve dos motoristas de matérias perigosas que tem início às 00h01 do dia 7 de setembro e que termina às 23h59 do dia 22 de setembro.

A greve será realizada no "quadro do trabalho prestado aos fins de semana e feriados e às horas de trabalho acima das oito horas nos dias úteis". Já os serviços mínimos devem ser assegurados em relação ao período homólogo.

O porta-voz da ANTRAM, André Matias de Almeida entende que ao remeter para o mesmo período do ano passado, o Governo permite que o abastecimento possa ficar abaixo dos 100% em alguns serviços prioritários durante o fim de semana e feriados.

"Basta que exista, por exemplo, um abastecimento a serviços militares que tenha sido feito de apenas 70% ou 50% - consoante as necessidades uma vez que não havia greve - será esse o montante dos serviços mínimos para esses casos. Significa que está muito aquém da proposta da ANTRAM e daquilo que ficou estabelecido na outra greve", alerta o porta-voz.

No que diz respeito aos dias úteis, André Matias de Almeida pede cautela ao Governo e alerta para a possível repetição de algumas estratégias usadas pelos motoristas na última greve.

"As 8 horas de trabalho são suficientes para que os postos de abastecimento que não se encontram abrangidos pelos serviços mínimos sejam abastecidos. Se voltarmos a assistir a situações graves como as da última greve em que houve veículos a circular a 20 e 30 km/h, isto exige uma vigilância redobrada" para que sejam evitados problemas nos postos em questão, alerta.

A paralisação ainda pode ser evitada, pelo menos até 7 de setembro, mas a ANTRAM lamenta que, na tentativa de o fazer, só tenha ouvido silêncio vindo do outro lado da mesa de negociações. Algo que não tem acontecido nas televisões onde, nota André Matias de Almeida, o sindicato se tem feito representar para dizer que "o tom neste momento é outro".

"Continuamos, até hoje, com a nossa proposta por responder, que é a do sindicato inscrever numa mediação aquilo que bem entender para irmos para a mediação. Nunca a ANTRAM, desde a última reunião que houve relativamente aos serviços mínimos, voltou a ser contactada pelo sindicato", garante.

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