Grupo Bel apresentou proposta de compra da Media Capital no início do mês

Os valores da proposta não foram avançados.

O empresário Marco Galinha, do grupo Bel, apresentou uma proposta de compra da Media Capital "no início do mês", confirmou esta quarta-feira à Lusa a diretora de comunicação do grupo, Helena Gouveia.

A notícia foi avançada pelo jornal Público.

Questionada pela Lusa sobre se o empresário tinha feito a proposta, a responsável afirmou: "Está confirmado".

"Foi apresentada uma proposta e não era desconhecido de ninguém que havia um interesse do grupo Bel, nomeadamente do CEO [presidente executivo] do grupo, na aquisição da TVI, do grupo Media Capital", prosseguiu Helena Gouveia.

"O que posso confirmar enquanto grupo Bel é que há uma proposta que foi entregue e que há um consórcio envolvido para compra da Media Capital", acrescentou, sem revelar o nome das outras entidades envolvidas, as quais, a seu tempo, serão conhecidas.

A proposta, cujos valores envolvidos não foram avançados, "foi entregue no início deste mês", concluiu.

A Lusa contactou a Prisa, dona da Media Capital, que se escusou a fazer comentários sobre o assunto.

O primeiro investimento de Marco Galinha nos media foi em 2018, quando o grupo Bel comprou uma posição financeira na Megafin, dona do Jornal Económico.

A proposta de compra da dona da TVI acontece pouco depois de a Cofina ter anunciado, em 11 de março, a desistência da compra da Media Capital, após falhar o aumento de capital.

O aumento de capital da Cofina era no montante de 85 milhões de euros para financiar a compra da TVI, mas a dona do Correio da Manhã conseguiu pouco mais de 82 milhões de euros.

No final de dezembro, a Cofina anunciou ter acordado com a Prisa a redução do preço da compra em 50 milhões de euros face aos 255 milhões de euros ('enterprise value') comunicados em 21 de setembro, na altura do anúncio da aquisição.

A proposta de compra do consórcio liderado pelo grupo Bel é a quarta tentativa de compra da Media Capital, depois de a Cofina ter desistido, e de terem falhado dois acordos anteriores -- em 2009/2010 à Ongoing e em 2017/2018 à Altice.

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