Desde janeiro, Segurança Social já decidiu mais de 55 mil pedidos de novas pensões

A secretária de Estado da Segurança Social apontou a redução do número de trabalhadores como um dos fatores para o atraso na atribuição de pensões, que demoram mais de 90 dias, conforme está inscrito na lei. Cláudia Joaquim garante processo com maior rapidez nos próximos meses.

A secretária de Estado da Segurança Social não se compromete com uma data para o Estado cumprir a indicação de 90 dias, de limite máximo entre os pedidos de atribuição da pensão, e inicio do pagamento.

No Fórum TSF, Cláudia Joaquim, diz apenas que o reforço de recursos humanos na Segurança Social, concretamente na Caixa Nacional de Pensões, já está a permitir o aumento de atribuição de beneficiários de pensões provisórias. "Nestes meses, desde janeiro, já foram decididos mais de 55 mil requerimentos de novas pensões", indicou.

Confrontada com a proposta do Bloco de Esquerda , para que seja atribuída uma pensão mínima imediata, Cláudia Joaquim garante que isso já acontece. "Já estamos, no mês de maio, com efeitos de pagamento em junho, a atribuir um volume significativo de pensões provisórias", sublinhou.

Quanto à atribuição das pensões no prazo estipulado de 90 dias, Cláudia Joaquim admite que "a grande preocupação é aumentar a capacidade de resposta, de decidir", explicando ainda que houve uma necessidade de atualizar o sistema de dados.

Uma das justificações para o atraso no processamento das primeiras pensões deve-se à redução do número de trabalhadores da Segurança Social, nos anos da crise.

A secretária de Estado alega que apesar da recuperação dos meios humanos, nos últimos anos, não é a mesma coisa ter um trabalhador novo, onde antes estava uma trabalhador experiente. "Estávamos a falar de pessoas com anos de experiência, com conhecimento e capacitação, que agora é obviamente possível nos novos trabalhadores, mas que demora algum tempo", admitiu a governante.

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