Fridman chega a acordo com Santander e salva supermercados DIA da falência

O maior acionista da cadeia DIA chegou a acordo para salvar a rede de supermercados, que em Portugal detém o Minipreço. Em causa está uma recapitalização de 500 milhões de euros.

O maior acionista da cadeia de supermercados DIA, Mikhail Fridman, confirmou esta segunda-feira a assinatura de um acordo com o Santander para desbloquear o aumento de capital necessário para a empresa se salvar da falência técnica.

Num comunicado enviado à Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), a LetterOne, empresa através da qual Fridman controla 69,76% da cadeia de supermercados dona em Portugal do Minipreço, explicou que já estão cumpridas duas das três condições necessárias para iniciar a recapitalização de 500 milhões de euros da empresa.

Além do sucesso da Oferta Pública de Aquisição (OPA) e do acordo com os credores, o magnata russo exigia ter a maioria dos membros do Conselho de Administração da empresa, o que espera que aconteça em breve.

Numa mensagem distribuída na rede social Twitter, a presidente do Santander, Ana Botín, já tinha anunciado esta tarde que o banco tinha decidido "apoiar" a cadeia de supermercados.

O grupo DIA, que celebra o seu 40.º aniversário este ano, tem atualmente uma rede de mais de 6.100 lojas e mais de 43.000 trabalhadores espalhados por Espanha, Portugal (Minipreço), Brasil e Argentina.

As vendas do grupo têm vindo a cair nos últimos três anos -- passaram de 9.000 milhões de euros em 2015 para 7.288 milhões em 2018 --, devido, entre outros fatores, ao aumento da concorrência em Espanha, onde passou da segunda para a terceira posição em termos de quota de mercado.

A empresa encontrava-se num processo de dissolução por falência técnica desde finais de 2018 e tinha até hoje para recuperar o equilíbrio e evitar a abertura de um processo de liquidação.

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