Governo quer um milhão de pessoas abrangidas por negociação coletiva em 2019

A meta foi traçada por Vieira da Silva depois de ficar a saber que no ano passado a marca atingiu 900 mil pessoas. É o valor mais alto desde 2010.

O Governo quer atingir a marca de um milhão de trabalhadores abrangidos por novos contratos de negociação coletiva, ainda este ano.

Em 2018, houve 900 mil trabalhadores abrangidos por negociação coletiva nova ou atualizada. O número, revelado, no relatório do Centro de Relações Laborais sobre a evolução deste instrumento laboral em 2018, representa um aumento em relação a 2017.

Mas Vieira da Silva queria mais e traça uma meta: "esperava que tivéssemos ultrapassado um milhão em 2018, ficará para 2019 seguramente", afirmou aos jornalistas à margem da apresentação do relatório do Centro de Relações Laborais (órgão com participação do governo, organizações sindicais e representantes dos empregadores).

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sublinhou que este aumento "quer dizer não tanto que há mais gente coberta mas que há mais rapidez na atualização dessa cobertura". Vieira da Silva realçou que "que em períodos de dificuldades económicas há uma tendência para contrair nova contratação porque ela está muitas vezes associada a atualizações salariais, mesmo nas contratações coletivas, mas até aí temos vindo a crescer nestes últimos três anos".

Salários cresceram acima da inflação pelo terceiro ano de seguida

O documento revela que os salários negociados em contratação coletiva subiram em 2018 acima da inflação pelo terceiro ano consecutivo.

O Centro de Ralações Laborais escreve que os vencimentos cresceram 2% acima da subida geral de preços. O valor é superior aos 1,8% registados em 2017 e 0,6% em 2016.

O relatório revela ainda as remunerações médias por setor: as atividades financeiras e de seguros foram as que tiveram o valor mais elevado (pouco acima de 1.250 euros) enquanto a construção teve o mais baixo, de cerca de 620 euros.

O número de trabalhadores abrangidos por novos contratos no âmbito da negociação coletiva também aumentou: em 2016 foram cerca de 750 mil trabalhadores, universo que cresceu para 821 mil em 2017 e 900 mil no ano passado. O crescimento não será alheio à evolução do número de convenções coletivas que foi de 146 em 2016, 208 em 2017 e 220 neste ano, que é o mais elevado desde 2010.

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