Governo reúne-se esta tarde com sindicato sobre situação da Ryanair

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil anunciou que vai estar reunido com o ministro das Infraestruturas para discutir a situação laboral na companhia aérea.

Numa nota à comunicação social, a propósito da greve na Ryanair, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) adianta que vai ter uma reunião com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, esta tarde, às 16h00, "para discutir a situação laboral da companhia aérea 'low cost' Ryanair".

Este encontro "servirá para discutir todas as questões ligadas à aplicação da legislação portuguesa, ilegalidades recorrentes e o possível encerramento da base de Faro" da Ryanair.

Os tripulantes da Ryanair começaram esta quarta-feira uma greve de cinco dias, até domingo, convocada pelo SNPVAC e que conta com serviços mínimos decretados pelo Governo.

Num comunicado do dia 1 de agosto, o SNPVAC adiantou que o pré-aviso de greve abrange todos os voos da Ryanair cujas horas de apresentação ocorram entre as 0h00 e as 23h59 dos dias previstos para a paralisação (tendo por referência as horas locais) e os serviços de assistência ou qualquer outra tarefa no solo.

Entretanto, tendo em conta que não houve acordo entre a Ryanair e o sindicato, o Governo decretou serviços mínimos a cumprir durante a paralisação, que abrangem não só os Açores e Madeira, mas também as cidades europeias de Berlim, Colónia, Londres e Paris.

Assim, os serviços mínimos incluem um voo diário de ida e volta entre Lisboa e Paris; entre Lisboa e Berlim; entre Porto e Colónia; entre Lisboa e Londres; entre Lisboa e Ponta Delgada, bem como uma ligação de ida e volta entre Lisboa e a Ilha Terceira (Lajes), hoje, na sexta-feira e no domingo.

"Turistas têm mais direito a férias do que os trabalhadores a greve"

O SNPVAC criticou esta decisão e "repudiou veementemente" os serviços mínimos e a fundamentação do Governo para os impor, embora garanta que os mesmos serão cumpridos.

"Achamos, no mínimo, estranho que uma empresa privada tenha direito a serviços mínimos, principalmente para rotas que também são servidas para outras operadoras, alegando que o verão é uma época que atrai muitos turistas", afirmou Fernando Gandra, diretor do sindicato.

"Pelos vistos, o direito dos turistas a ter férias sobrepõe-se ao direito dos trabalhadores a fazer greve", atirou.

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