Greve na Ryanair. "Para o Governo só se podem fazer greves de um ou dois dias"

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil contesta todos os pontos apresentados na fundamentação do Governo para decretar os serviços mínimos e considera que esta é uma mensagem clara para restringir os direitos dos portugueses.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil repudia de forma "veemente" os serviços mínimos impostos para a greve da Ryanair, que começa a 21 de agosto e termina no dia 25. Em comunicado, o sindicato diz que se trata de "mais uma tentativa do Governo em aniquilar o direito à greve dos portugueses e, em particular, dos tripulantes da Ryanair".

O SNPVAC contesta todos os pontos apresentados na fundamentação do Governo para decretar os serviços mínimos. O Executivo, por seu lado, considera que os cinco dias de greve fazem com que esta seja uma paralisação "relativamente longa". No comunicado, o sindicato responde que "os portugueses ficam a saber que para o Governo só se podem fazer greves de um ou dois dias".

Antes desta reação, já a Ryanair tinha alertado os passageiros para eventuais alterações nos horários dos voos entre quarta-feira e domingo.

Em comunicado publicado na sua página oficial, a companhia escreve que esta greve é "desnecessária" e reafirma que está disponível para retomar as negociações.

O sindicato marcou este protesto por considerar que a Ryanair continua a não cumprir com as regras impostas pela legislação portuguesa, nomeadamente no que respeita ao pagamento dos subsídios de férias e de Natal.

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