Mais de 600 candidatos aos incentivos à inovação conseguiram financiamento

Os financiamentos são conseguidos através de um subsídio a fundo perdido e um empréstimo cujos juros são garantidos por fundos europeus. Os bancos receberão uma garantia do Estado, em projetos que a tutela considera serem "de valor acrescentado"

Dos mais de 1100 candidatos a financiamento no primeiro concurso do novo sistema de incentivos à inovação, 602 foram aceites. O mecanismo implica um subsídio a fundo perdido e um empréstimo em que os juros são suportados por fundos europeus, com os bancos a receberem uma garantia do Estado.

Os resultados do concurso são apresentados esta manhã, pelo primeiro-ministro e pelo ministro do Planeamento, na Marinha Grande.

Esta injeção de mais de 500 milhões de euros nas empresas servirá para "criar 10 mil postos de trabalho, mais concretamente 9400, mas também gerar mais exportações: perto de dois mil milhões de euros a cada ano quando os projetos entrarem em regime de cruzeiro", explica Nelson de Souza, em declarações à TSF, sobre um crescimento que é líquido.

"A partir do momento em que os projetos entrarem em ano cruzeiro - o que sucederá daqui a dois ou três anos -, este conjunto de investimentos gerará um valor de exportações de mais de dois mil milhões de euros", concretiza o ministro do Planeamento.

Sobre o risco envolvido num subsídio a fundo perdido, com a garantia do Estado, Nelson de Souza considera que esta responsabilidade pode ser partilhada. "Estes projetos, por terem um nível tecnológico mais elevado, poderão ser financiados pelo sistema bancário através do seu modelo normal de concessão de crédito", esclarece. Trata-se, então, de reconhecer a "valia extra tecnológica, valia extra em termos de qualificação, valia extra em termos de contributo" para "partilhar o risco com a banca".

O aumento de postos de trabalho vai estender-se a zonas como o norte do país, Alter do Chão, Ourique e Serra da Estrela: "Temos novas ofertas de unidades hoteleiras, de média e alta gama, por exemplo no interior do país."

Para Nelson de Souza, a prioridade é acrescentar valor, o que pressupõe inovação.

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