O caminho para o crescimento das empresas portuguesas faz-se lá fora

Cerca de uma em cada quatro Pequenas e Médias Empresas portuguesas têm nos mercados externos 80% do volume de negócios.

De acordo com os dados apresentados esta terça-feira no terceiro relatório "Insight" sobre a internacionalização das Pequenas e Médias Empresas (PME) em Portugal, "23% das empresas têm uma atividade internacional que representa mais de 80% do seu volume de negócios".

Este documento, já na terceira edição, mostra que "para 50% das empresas internacionalizadas há mais de 10 anos a atividade internacional representa mais de 50% do total do volume de negócios e de apenas 24% para aquelas que estão internacionalizadas há menos de cinco anos", pode ler-se no relatório.

Com este perfil, não é de estranhar que 82% das empresas inquiridas diga que a atividade internacional já gera resultados positivos.

Este trabalho foi desenvolvido a pedido da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) e para o presidente da CCIP, Bruno Bobone, a internacionalização da economia portuguesa é "a única transformação verdadeiramente estrutural dos últimos anos".

Ao longo dos últimos três anos, constatou-se "uma consolidação dos modelos de internacionalização e uma alteração significativa nas próprias motivações para as empresas se internacionalizarem", defende.

Se em 2016 a internacionalização funcionava como uma compensação pela perda de mercado interno, em 2018, a internacionalização é considerada o principal caminho para o crescimento e "um indicador do sucesso da sua atividade", afirma Bruno Bobone.

Assim, a internacionalização "é o único caminho possível para uma economia que não tem como crescer internamente e só participando no mercado mundial é que os empresários podem ver crescimento nas suas organizações", argumenta.

Agora, é preciso dar condições às empresas para consolidarem a internacionalização. "Os empresários precisam conhecer mais os mercados onde querem entrar. As pessoas têm que ter uma formação mais virada para a internacionalização com conhecimentos de língua mas também da cultura onde se vão envolver", sugere o presidente da CCIP.

O relatório mostra que "o crescimento foi em grande medida alicerçado pela continua capacidade de somar mercados. Em 2018, cerca de 47% das empresas inquiridas entraram pelo menos num mercado novo, sendo que 21% afirmam ter aberto 2 ou mais novos mercados", pode-se ler no documento.

"A América do Norte e a América do Sul foram as regiões em que mais empresas entraram pela primeira vez", não sendo por isso de estranhar que Brasil, Estados Unidos e Colômbia estejam no topo dos novos mercados internacionais onde mais empresas portuguesas marcaram presença pela primeira vez.

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