"Oportunidade histórica" para acordo. Ministro não vê motivo para greve dos motoristas

O ministro Pedro Nuno Santos pronunciou-se ainda acerca do contrato de serviço público com a CP, e asseverou que os portugueses só têm a ganhar com esta possibilidade.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, não vê motivo para este desentendimento entre o sindicato dos motoristas de matérias perigosas e a ANTRAM, já que as negociações estão a decorrer. "As negociações estão, neste momento, a ser feitas na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT). Só posso dizer que espero que elas continuem no bom registo com que têm decorrido até agora", adianta o ministro.

Por esse motivo, Pedro Nuno Santos fez questão de "apelar a que os motoristas voltem à mesa de negociação, e que paremos de fazer sistematicamente, ameaças para fortalecer posições negociais". "Não é assim que se negoceia", afirma.

Em todo o caso, Pedro Nuno Santos garante que o Executivo está preparado para evitar um cenário como aquele que se viveu na Páscoa com a greve dos motoristas de matérias perigosas. "Em primeiro lugar: espero que não haja greve. Em segundo lugar, o Governo português tomará todas as medidas para defender o povo português, para defender o país, para defender a economia. Estamos obviamente preparados", garante Pedro Nuno Santos.

No entanto, o ministro das Infraestruturas e da Habitação interpela os motoristas a aproveitarem aquela que considera ser "uma oportunidade histórica": "Espero sinceramente que isso não aconteça, porque os trabalhadores do setor estão na iminência de um acordo muito importante, com um aumento salarial muito relevante, muito acima daquilo que é a média em Portugal."

O ministro Pedro Nuno Santos pronunciou-se ainda acerca do contrato de serviço público com a CP, e asseverou que os portugueses só têm a ganhar com esta possibilidade. "O contrato de serviço público serve para dar equilíbrio, transparência, previsibilidade, na gestão das linhas que são deficitárias. O português, o utilizador da ferrovia, só tem a ganhar com a nossa CP e com o nosso contrato de serviço público."

O representante da pasta das Infraestruturas e da Habitação responde assim à notícia, avançada pela TSF esta manhã, de que a Autoridade da Concorrência diz que os portugueses podem sair lesados por não haver um concurso público e pela realização de contrato por ajuste direto.

Pedro Nuno Santos garante, assim, que os utentes vão sair a ganhar, e sublinha que, nem quando a privatização da empresa esteve em cima da mesa, viu interessados em explorar as linhas deficitárias.

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