Prémios na TAP foram distribuídos tendo em conta "metas" individuais

David Neeleman fala em prémios para eficiência dos funcionários e garante que o Comité Executivo da TAP "não recebeu, não pediu nem queria" qualquer prémio.

O presidente do consórcio privado que gere a TAP, David Neeleman, deu esta noite curtas explicações acerca da polémica com os prémios pagos a alguns trabalhadores, que levaram o Governo a falar em quebra de confiança com a administração.

Em entrevista à SIC Notícias, Neeleman argumentou que os prémios monetários de 1,171 milhões de euros distribuídos aos funcionários em ano de prejuízos foram individuais e contemplaram pessoas que cumpriram objetivos.

"Temos de ter gente focada, que trabalha muito, mas também qualificada. É preciso talento e temos de concorrer com companhias aéreas de nível mundial como a British Airways ou a Ryanair. Todos os prémios pagos não o foram a nível da empresa, mas sim individualmente tendo em conta metas que tinham para atingir mais eficiência. Se atingiram as metas, não foi por culpa deles que a empresa sofreu prejuízos, foi porque estávamos em reestruturação e o preço dos combustíveis subiu", explica Neeleman, justificando a distribuição dos prémios monetários.

A quantia de mais de um milhão de euros foi dividida por 180 trabalhadores sem que o Governo fosse informado, algo que caiu mal junto do Executivo. David Neeleman também não explicou porque motivo não comunicou essa decisão ao maior acionista da TAP.

"Não estamos a esconder nada. O Comité Executivo não recebeu nada, 100% da remuneração deles é sobre a empresa. Não receberam nada, não pediram nem queriam. Sabem que o futuro é brilhante, vamos virar a página", garantiu.

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