Sindicato das matérias perigosas pede mediação do Governo

Francisco São Bento explica que o sindicato pretende reuniões bipartidas com o Executivo.

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) pediu, esta quinta-feira, a mediação do Governo para chegar a um entendimento que permita terminar a greve, anunciou o presidente da estrutura sindical, Francisco São Bento.

"Chegámos à conclusão de que o melhor caminho será recorrer, ou requerer, a mediação do Governo", afirmou Francisco São Bento, acrescentando que "cabe agora ao Governo tentar colocar-se à mesa com a ANTRAM".

Francisco São Bento, presidente do SNMMP, explica que estão a ser propostas "reuniões bipartidas em que o governo fará as reuniões diretamente com a ANTRAM e com o sindicato, uma vez que a ANTRAM não quer sentar à mesa com o sindicato".

Aos jornalistas, o dirigente revelou que haverá um novo mediador nas negociações com o Governo, "um amigo, um consultor que nos acompanhou e veio dar o contributo nesta solução".

Trata-se de Bruno Fialho, dirigente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

O dirigente falava aos jornalistas após uma reunião na Direção Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT), em Lisboa.

Os motoristas de transportes de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o quarto dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

A greve foi convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

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