"Todos estamos contentes" por Portugal ser exemplo para a Europa

Centeno não se mostra surpreendido por Portugal ser dado como exemplo no debate dos candidatos à Comissão Europeia.

Mário Centeno considera "muito positiva" a experiência registada em "em vários países, incluindo Portugal", face à evolução da Economia, por isso não não estranha que a governação socialista tenha sido o exemplo apontado pelos candidatos, à esquerda e à direita, quando se tratou de discutir políticas salariais e de emprego .

"Os debates no contexto da União Europeu devem projetar o conjunto da União Europeia. É evidente que a experiência que nós temos tido em vários países, incluindo Portugal, é muito positiva. Todos devemos estar contentes com essa evolução", considerou Mário Centeno, tendo reconhecido que "não viu o debate".

Sem responder diretamente a nenhum dos candidatos, o presidente de Eurogrupo afirma que há melhorias significativas nos últimos anos, no domínio social e em matéria de emprego. E, "na área do euro, como um todo, criou mais de 10 milhões de empregos nos últimos cinco anos. [E], Portugal, só nos últimos três, criou mais de 370 mil empregos", vincou.

"Este movimento conjunto das economias da área do euro não nos deve tornar complacentes com a necessidade de continuar a adequar a área do euro e as suas instituições da melhor forma para o futuro. Mas, deve deixar-nos obviamente contentes com o sucesso de todos os países, seguramente incluindo Portugal", disse Centeno, deixando entender que a "responsabilidade" é, de facto, uma das vertentes que deve ser permanente.

Debate

Na véspera da reunião do Eurogrupo, o candidato do Partido Popular Europeu resolveu questionar a capacidade dos Socialistas para criarem empregos dignos, dando o exemplo de Portugal.

"Estive em Portugal, no Porto [e] encontrei-me com jovens estudantes e eles não me falaram em primeiro de salários mínimos, que é a proposta dos socialistas. Eles estavam a perder empregos. Empregos bem pagos, por bons trabalhos, para terem as próprias famílias", disse Weber, acabando por abrir caminhara o momento mais acesso do debate, pois o candidato apoiado pelo Partido Socialista, Frans Timmermans disse que os jovens portugueses sabem que Weber é defensor da austeridade.

"Quanto eu estive em Portugal, [o que] os jovens em Portugal me perguntaram foi, quando o António Costa veio com um plano para criar mais justiça social, para criar mais emprego, para criar mais crescimento económico e a Comissão Europeia disse vai em frente, Manfred Weber disse, castiguem Portugal, castiguem Portugal".

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