Investimento público cresceu 36,5% até outubro excluindo PPP

O Ministério das Finanças refere ainda que "relativamente à saúde, o crescimento do investimento é de 74%.

O investimento público cresceu 36,5% até outubro em comparação com o ano passado, excluindo as parcerias público-privadas, o que corresponde a um acréscimo de 266 milhões de euros, disse esta sexta-feira o Ministério das Finanças à Lusa.

De acordo com fonte oficial das Finanças, numa enviada esta sexta-feira à Lusa que antecipa a Síntese da Execução Orçamental da Direção-Geral do Orçamento a ser divulgada na próxima semana, "o investimento público até outubro cresceu 36,5% (+266 ME) face ao período homólogo (excluindo PPP)."

"A puxar por este crescimento está a forte aceleração do investimento público na saúde e nas infraestruturas de transporte público (IP e Metro de Lisboa)", de acordo com o gabinete do ministro João Leão.

O Ministério das Finanças refere ainda que "relativamente à saúde, o crescimento do investimento é de 74% (+82 ME), tendo ultrapassado já a execução de 2019 até outubro", dados que "superam as estimativas" do Governo.

Até setembro, o investimento público na Administração Central e Segurança Social, excluindo PPP (parcerias público-privadas), aumentou 37,3% (mais 243,3 milhões de euros), para 895,4 milhões de euros, face ao período homólogo.

Já o investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentou 119% até setembro, em termos homólogos, atingindo 187 milhões de euros e ultrapassando a execução completa do ano 2019, em que somou 156 milhões, divulgou então o Ministério das Finanças.

De acordo com as Finanças, até setembro a evolução refletiu a "forte dinâmica de crescimento no âmbito do plano de investimentos Ferrovia 2020 e de outros investimentos estruturantes e, ainda, a aquisição de material médico para o combate à covid-19 destinado aos hospitais".

O défice das contas públicas agravou-se em 7.767 milhões de euros até setembro face ao período homólogo, totalizando 5.179 milhões de euros, anunciou o Ministério das Finanças em comunicado, em 27 de outubro.

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