João Leão. Restrições de dezembro "não alteram" estimativa de crescimento

O ministro das Finanças afirma que "ainda esta semana" deverá assinar acordo operacional do Plano de Recuperação e Resiliência.

O ministro das Finanças assegurou esta segunda-feira em Bruxelas que as medidas de combate à pandemia impostas no final do mês de dezembro, no período das festas, "não alteraram as previsões" de crescimento e a economia "conseguiu resistir bastante bem".

Nesta fase, a prioridade "é consolidar a recuperação económica em curso", que se regista em toda a Europa, "e em particular em Portugal", afirma o ministro.

Na próxima etapa, Portugal vai contar com as verbas do plano de recuperação económica pós-pandemia, que de acordo com o ministro das Finanças João Leão será acionado "muito em breve".

"Esperamos, muito em breve, possivelmente esta semana, assinar o acordo operacional sobre o PRR", assegurou. Uma vez assinado o acordo operacional do Plano de Recuperação e resiliência, o ministro acredita que Portugal não deverá tardar a receber o montante de 1,3 mil milhões de euros.

"Esperamos muito em breve que depois se faça o primeiro desembolso porque já temos a conclusão da primeira fase. Portanto, estamos em condições de pedir rapidamente o primeiro desembolso", afirmou o ministro, embora vincando que a recuperação ainda está dependente daquilo a que chama "desafios".

"Nomeadamente a evolução da pandemia. E, ao nível económico, temos outros desafios como a evolução da taxa de inflação, que está a um nível bastante significativo na Europa, de quase 5%, enquanto em Portugal ficou pouco acima de 1%", apontou.

Em jeito de balanço sobre o ano passado, João Leão garante que as medidas restritivas aplicadas em dezembro não tiveram impacto sobre as previsões do governo.

"Não alteraram as previsões, porque a economia portuguesa conseguiu resistir bastante bem a esta fase da pandemia", garantiu o ministro, referindo "indicadores" que apontam para essa prestação.

"Os indicadores que temos são de que vai conseguir atingir os 4,8% [de crescimento], que é uma recuperação notável, que somando ao crescimento deste ano, vamos num espaço de dois anos, crescer cerca de 11%, o que é notável", referiu.

A falar à entrada para a reunião do Eurogrupo, João Leão disse ainda que Portugal vai defender a revisão das regras da zona euro que permitam a redução da dívida pública, sem estrangularem a economia.

"Defendemos regras que assegurem, por um lado, a sustentabilidade das finanças públicas, mas que não imponham cortes cegos que coloquem em causa o crescimento económico", afirmou.

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