Empresário José Guilherme nega ter recebido do Montepio empréstimo sem garantias

Empresário confirma que PJ fez buscas à sua casa e às empresas.

A casa e as empresas de José Guilherme foram, na quinta-feira, uns dos alvos das buscas a sedes de empresas e instituições por parte da Polícia Judiciária e do Ministério Público, por suspeitas de crimes de burla qualificada, branqueamento de capital e fraude fiscal qualificada. Num comunicado emitido esta sexta-feira, o construtor civil, que tal como os seus familiares tem ligações financeiras com o Banco Montepio, confirma as buscas, mas nega ter recebido dinheiro emprestado sem garantias por parte da instituição bancária.

"Os acordos celebrados de reestruturação e pagamento de responsabilidades e de dívidas próprias ou de terceiros por mim garantidas não incluíram, ao contrário do que se sabe ter acontecido em muitos casos, qualquer perdão da dívida", pode ler-se no comunicado.

A resposta de José Guilherme surge depois de, esta sexta-feira, o Correio da Manhã ter avançado que o Montepio terá emprestado, entre 2011 e 2014, quase 70 milhões de euros, sem garantias, ao construtor civil. No entanto, o empresário garante que tem todas as responsabilidades com os bancos regularizadas, não é nem nunca foi titular de unidades de participação do fundo da Caixa Económica Montepio Geral nem alguma vez teve qualquer participação social no BNI Europa.

"Contratei ao longo da minha vida com diversos bancos, incluindo a Caixa Económica Montepio Geral e o Finibanco Angola, fiz diversas operações de financiamento dos meus negócios e empresas e garanti pessoalmente operações de financiamento de terceiros, estando todas as minhas responsabilidades para com os bancos definitivamente cumpridas e encerradas ou em situação regular de cumprimento", acrescenta José Guilherme na nota.

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