Lay-off simplificado recusado a cerca de 500 empresas

Recusa aconteceu "por razões de dívidas que não estavam ainda regularizadas."

Cerca de 500 empresas viram recusado o seu pedido de acesso ao lay-off simplificado devido a dívidas por regularizar à Segurança Social, disse esta segunda-feira no parlamento a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

"O lay-off simplificado abrangeu 896 mil pessoas em termos de processos que foram pagos e já concluídos, abrangendo cerca de 110 mil empresas", começou por dizer a ministra numa audição a pedido do CDS-PP na comissão eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia de Covid-19 e do processo de recuperação económica e social.

Por outro lado, "houve cerca de 500 empresas que viram os seus processos indeferidos", acrescentou Ana Mendes Godinho, explicando que a recusa aconteceu "por razões de dívidas que não estavam ainda regularizadas."

A ministra adiantou que os apoios que vieram suceder ao lay-off simplificado como apoio à retoma progressiva e o incentivo à normalização da atividade abrangem neste momento 69 mil empresas e 551 mil trabalhadores.

"É importante relevar que 82% destas situações são situações em que as empresas se comprometem a manter os postos de trabalho mais tempo, ou seja, durante os seis meses de abrangência da medida mais dois meses após a cessação da medida", acrescentou Ana Mendes Godinho.

Em reposta à deputada do CDS-PP Cecília Meireles, a ministra detalhou que, das 69 mil empresas abrangidas por estes dois apoios, 50 mil optaram pelo incentivo à normalização e 19 mil pelo apoio à retoma.

Ainda sobre o balanço das medidas de resposta à Covid-19, a ministra indicou que o programa de reforço de recursos humanos no setor social do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) abrange 12 250 pessoas.

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