Limite de abastecimento acaba hoje. Governo decretou o fim da crise energética

O primeiro-ministro anunciou, esta manhã, que a situação de crise energética irá terminar esta segunda-feira pelas 24h00.

O Governo aprovou, esta manhã, em reunião eletrónica do Conselho de Ministros, o fim da crise energética declarada há nove dias devido à greve de motoristas de pesados, a partir das 24h00 desta segunda-feira.

Horas antes, em declarações ao jornalistas, a partir da sede da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), em Lisboa, o primeiro-ministro, António Costa, revelou que o Conselho de Ministros eletrónico iria reunir-se pelas 9h00 manhã para decretar "o fim da declaração da crise energética para as 24h00 de hoje".

O Conselho de Ministros aprovou ainda o fim do uso exclusivo dos postos que integram a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), a partir das 10h00 desta segunda-feira.

"Todos os postos REPA poderão começar já a vender combustível aos consumidores em geral e elevar para 25 litros a quantidade de combustível vendida na rede REPA ao longo de todo o dia de hoje", esclareceu António Costa.

O primeiro-ministro alertou, no entanto, que serão necessários "dois a três dias a ter uma normalidade pleno abastecimento".

A situação de crise energética teve como objetivo garantir os abastecimentos energéticos essenciais à defesa, ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, bem como à satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população durante a greve dos motoristas.

As limitações ao abastecimento de viaturas particulares começaram a vigorar às 23h59 do dia 11.

Foi então constituída uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento, integrando postos de abastecimento exclusivo para entidades prioritárias e veículos equiparados, como Forças Armadas, forças de segurança, proteção civil, emergência médica ou transporte público de passageiros.

Foi ainda constituída uma rede para abastecimento público com bombas abertas ao público em geral mas com restrições na quantidade de abastecimento.

A greve começou na segunda-feira, 12 de agosto, e foi marcada por tempo indeterminado. Na quinta-feira, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) desconvocou a paralisação, mas o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas manteve-a e só desconvocou o protesto este domingo, após um plenário de trabalhadores.

Está marcada uma reunião para realizar terça-feira no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, com vista à retoma das negociações.

Notícia atualizada às 10h45

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