Linhas de crédito com "muitos pedidos". Governo usa outros apoios e alarga setores

O ministro da Economia anunciou que os pedidos feitos até agora vão ser remetidos para as linhas de crédito que já foram aprovadas e vai haver mais setores a poder aderir.

As linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo têm sido muito solicitadas pelas e empresas nas últimas semanas e o ministro da Economia, Siza Vieira, anunciou que os pedidos vão ser tidos em conta nas linhas de 13 mil milhões de euros já autorizadas pela União Europeia.

"Essa linha tem tido muitos pedidos de financiamento por parte das empresas. Foram já apresentados pedidos de crédito de 1130 milhões de euros e aprovadas operações no valor de 635 milhões de euros, o que é um valor superior ao valor da própria linha disponibilizada", explicou o governante após reunião da Concertação Social.

Esta situação levou o Governo a decidir, "relativamente aos montantes que ultrapassavam a capacidade da linha, remetê-los para as novas linhas que foram entretanto lançadas".

Parte deste valor, revelou, vai possibilitar alargar o acesso destas linhas a outros setores, como o comércio e serviços.

"O Governo pediu um alargamento do valor das linhas de crédito e dos setores que podem ser abrangidos por linhas de crédito com garantias de Estado. No domingo, a Comissão Europeia aprovou e divulgou que tinha dado autorização para um valor total de linhas com garantia de Estado de cerca de 13 mil milhões de euros. Portanto, o Governo decidiu que vai, já a partir de quarta-feira, passar a ter acessível a empresas de outros setores de atividade as linhas já disponibilizadas. Ou seja, às empresas do comércio e serviços, do setor dos transportes de mercadorias e de passageiros", explicou.

Em resposta às propostas do PSD, Siza Vieira explicou que, "por enquanto", o "Governo não encara" as medidas sobre as férias e o banco de horas. "

"O PSD sugere que o empregador possa obrigar o trabalhador a gozar as férias neste momento, também sugere um alargamento do regime do banco de horas, de tal maneira a que pudesse dizer aos trabalhadores que "agora não estás a trabalhar, trabalhas depois em função das necessidades"", explicou o ministro da Economia.

Também sobre o lay-off, Siza Vieira recorda que a preocupação das empresas era a tesouraria, o que ficou resolvido com a determinação de que a "comparticipação da Segurança Social seja paga num dia certo do mês, aparentemente no dia 28, o que significa que as empresas pode ajustar tesouraria para casar com o pagamento dos salários".

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