"Linhas de futuro." Governo diz que alta velocidade "é mais um passo na revolução da ferrovia"

António Costa e Pedro Nuno Santos estiveram presentes na sessão de apresentação da nova linha ferroviária de alta velocidade. O primeiro-ministro diz que "este é um projeto que une o país". Já o ministro das Infraestruturas e da Habitação fala numa "mudança de paradigma".

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, esta quarta-feira, que a nova linha ferroviária de alta velocidade entre Lisboa, Porto e Vigo vai "abrir linhas de futuro" e representa uma "oportunidade para a indústria".

"Estamos a abrir linhas de futuro. Este é um projeto que une o país, que serve todo o país e que reforça a fachada atlântica, que nos permite a nossa projeção no mundo e sermos um interface entre o continente e o enorme mundo atlântico. As duas áreas metropolitanas vão estar mais próximas e todo o país será servido, porque nesta linha não circularão só os de alta velocidade, mas todos os outros comboios", disse o primeiro-ministro na sessão de apresentação do projeto, no terminal ferroviário de Campanhã, no Porto.

Costa destacou o percurso entre Lisboa e Porto em 1h15, mas não só: "Guarda terá muito menos tempo de percurso em direção ao Porto ou a Lisboa."

Já sobre a nova ligação a Vigo, em Espanha, o chefe do Governo explicou que "reforçará a nossa fachada atlântica e é o primeiro passo na integração na rede ibérica de alta velocidade". "Reforça a centralidade, autonomia e competitividade do nosso país", sublinhou.

"Estas infraestruturas servem o país para décadas e transcendem qualquer maioria. É fundamental ancorar estas decisões para que não continuem a ser decisões de para-arranca e que não têm continuidade", disse, frisando que Portugal tem "condições financeiras para assumir este projeto sem sobressaltos".

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, também presente nesta sessão de apresentação do projeto da nova linha ferroviária de alta velocidade, revelou que "este é mais um passo a revolução da ferrovia em Portugal".

Pedro Nuno Santos defendeu a necessidade de mais pessoas "escolherem o transporte coletivo e deixarem o carro em casa". "O comboio é a peça central na rede de transportes coletivos", realçou.

"A linha de alta velocidade representa uma mudança de paradigma na forma como a ferrovia se relaciona com o passageiro", referiu, reforçando que "é muito mais do que uma nova linha entre Porto e Lisboa, é uma linha que estrutura a rede existente, dando-lhe velocidade e capacidade incomparáveis".

O governante considerou que este novo projeto "é o primeiro passo indispensável a todos os outros que se seguirão", aproximando o Norte ao Sul e o Interior ao Litoral.

"O país precisa de investir para recuperar as décadas de atraso. Não podemos adiar mais, temos de acabar com o para-arranca da decisão política em Portugal. Ter comboios rápidos, confortáveis, pontuais está ao nosso alcance", concluiu.

A ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Porto terá "um tempo de percurso direto" de 01h15 a partir de 2030.

A construção da nova linha de alta velocidade será realizada em três fases: a primeira, entre 2024 e 2028, em que Porto e Soure ficarão a 1h59 de distância; a segunda, entre 2026 e 2030, em que o tempo de distância entre o Porto e o Carregado será de 1h19; e a terceira, que ficará pronta em 2030, que permitirá viajar de comboio entre Lisboa e Porto em 1h15.

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