Lisboa com 10 novos hotéis de luxo. O primeiro abre as portas esta segunda-feira

De acordo com os dados da Associação de Turismo de Lisboa (ATL) são mais de mil e quinhentos os quartos de 5 e 4 estrelas com inauguração prevista até ao fim do ano.

A tabela atualizada dos "Novos estabelecimentos hoteleiros na cidade de Lisboa com abertura prevista" inclui 13 hotéis, dos quais 10 de categoria superior, num total estimado de 1638 quartos.

O primeiro desta sequência de novos alojamentos na capital abre ao público esta segunda-feira. Trata-se do Editory Riverside Santa Apolónia e é o primeiro hotel da cadeia Editory Collection Hotels (grupo detido pela Sonae Capital) na cidade de Lisboa.

São 126 quartos de 5 estrelas dentro da Estação de Santa Apolónia. Um investimento de 12 milhões de euros e que emprega 35 trabalhadores.

O quarto mais emblemático é o número 286, porque de acordo com a diretora do hotel, Sónia Fragoso, este "é o quarto que sinaliza o centro da estação e tem um pórtico único, uma peça única" que é uma rosácea doe vidros coloridos.

O hotel respeita a traça interior dos antigos gabinetes da administração da CP. São longos corredores e muitos antigos trabalhadores têm pedido para visitar o espaço, "no decorrer das visitas estas equipas têm perguntado onde é que era o seu gabinete e que hoje em dia é um quarto, inclusivamente já nos contactaram no sentido de terem a primeira oportunidade de estadia nesse quarto", conta Sónia Fragoso.

A diretora da unidade sublinha que "a estação entra dentro do hotel naquilo que é a decoração dos quartos, a sinalética, a receção. Quem entrar vai perceber de imediato que está a entrar num hotel virado para a estação".

Numa estação que, tal como Lisboa, já não recebe comboios internacionais, o hotel não conta por isso com esse alvo de negócio mas o chefe de operações da cadeia Editory, Pedro Serra, admite que seriam bem-vindos os comboios que ligassem Portugal ao resto da Europa.

Assim, à falta de clientes ferroviários internacionais há que apostar nos passageiros dos comboios nacionais. "Imaginámos numa primeira fase todas as pessoas que chegam na linha do norte até Lisboa e que podem vir trabalhar a Lisboa e deixar os seus pertences no hotel logo de manhã", sugere Pedro Serra.

Mas devido à proximidade do terminal de cruzeiros, "dois ou três dias antes ou depois dos cruzeiros os passageiros dos cruzeiros poderiam ficar na cidade de Lisboa mais algum tempo, essa é uma das ideias", para captar clientes, defende.

Pedro Serra admite que não está a ser fácil recrutar talento para a hotelaria e a dificuldade de recrutamento é generalizada a todo o país. "As pessoas afastaram-se do mundo hoteleiro e nós demorámos algum tempo a fazer este recrutamento. Neste momento é difícil preenchermos as vagas que temos" a nível do grupo e por isso "houve algumas afinações" nas condições laborais que vão ser implementadas ao longo deste ano.

Quanto ao crescimento hoteleiro anunciado para este ano pela ATL na cidade de Lisboa, com 10 novos hotéis, Pedro Serra adianta que o número não é exagerado se visto à escala das grandes cidades turísticas europeias.

"O número de hotéis em Lisboa e no Porto está abaixo das médias que existem na Europa. Em Lisboa os preços médios estão abaixo das cidades que têm muito mais hotéis por isso eu diria que ainda há espaço para crescer sem perder a genuinidade", argumenta.

Por outro lado, é preciso investir hoje para colher amanhã, daí que crescer e investir em pandemia é um risco calculado porque "a pandemia vai passar e as pessoas vão querer viajar. Se calhar não é em 2022 nem em 2023 a 100% mas mesmo para 2022 sentimos essa procura", sublinha.

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