Lucros da Caixa Geral de Depósitos caem 38,8%

O banco liderado por Paulo Macedo obteve 392 milhões de euros de lucro, contra 641 milhões no mesmo período do ano passado.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) justifica a quebra nos resultados com o efeito da pandemia e um desses efeitos passa pelo elevado número de moratórias a que a Caixa está exposta, mesmo assim essa exposição diminuiu.

A CGD tinha 62.387 moratórias concedidas até outubro deste ano, este valor significa uma descida ide 15.797 clientes com moratórias em comparação com os dados apresentados no final de julho.

De acordo com os resultados apresentados o montante total de moratórias concedias foi de 5.651 milhões de euros, menos 1.331 milhões do que há três meses.

Esta descida é justificada por Paulo Macedo com a "desistência dos clientes" que liquidaram os seus créditos.

Por outro lado também em função das moratórias e em antecipação dos efeitos esperados da crise económica, registou-se um reforço de imparidades de crédito e de provisões para garantias bancárias de 220 milhões de euros.

De acordo com o relatório divulgado esta quinta-feira pelo banco estatal, a CGD adianta que "os depósitos de clientes aumentaram 5,3 mil milhões de euros nos primeiros nove meses, evolução essencialmente justificada pela captação da CGD Portugal, impulsionado pelo aumento da taxa de poupança das famílias e demonstrando a confiança dos clientes na Caixa", pode ler-se no relatório de apresentação de resultados.

Por outro lado, "a rentabilidade dos primeiros nove meses de 2020 foi também afetada pelo reforço preventivo de provisões e imparidades para fazer face aos impactos expectáveis decorrentes da crise pandémica. Os resultados operacionais registaram assim uma redução de 37,5% face ao período homólogo de 2019, tendo sido impactados negativamente pelo acréscimo de provisões para garantias e outros compromissos assumidos", foram mais 78,3 milhões de euros face ao valor registado no período homólogo de 2019.

"No período de janeiro a setembro de 2020 foram contabilizadas imparidades para crédito, líquidas de recuperações, no valor de 110 milhões de euros, um acréscimo de 106 milhões de euros face ao período homólogo do ano anterior, refletindo assim uma atitude de prudência face à eventual degradação da carteira de crédito" assinala a CGD..,

De acordo com o banco "o agregado de imparidade para crédito reflete, no período em análise, um custo do risco do crédito de 29 pontos base, o qual compara com 1 ponto base nos primeiros nove meses de 2019"

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