Marcelo considera política orçamental "muito rigorosa", mas deixa aviso

O Presidente da República avisou, no entanto, que há um risco associado às contenções do Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se satisfeito pelos resultados obtidos pelo Governo, e elogiou a gestão financeira que levou a um excedente orçamental no primeiro trimestre do ano. O INE revelou que o PIB se situou nos 0,4% até março. A despesa aumentou 2,6%, mas a receita aumentou ainda mais (6,2% em relação ao mesmo período de 2018).

O Presidente da República saudou, assim, "uma política muito rigorosa do ponto de vista orçamental, uma grande contenção do ponto de vista orçamental e a preocupação, não apenas de cumprir a meta dos 0%, mas, porventura, até de ir mais longe".

Este resultado "significa, portanto, que, durante meio ano, a execução orçamental foi feita sem necessidade de decreto de execução orçamental, o que revela uma subtileza e uma inteligência de gestão financeira grandes que se traduzem nos números", analisou o chefe de Estado, em declarações registadas em Braga pela RTP. "Nenhum português pode deixar de estar satisfeito com esses números", salientou ainda.

Sobre o esforço que Portugal tem vindo a fazer, Marcelo Rebelo de Sousa frisou o cuidado intenso com a contenção: "O Governo preferiu prevenir a remediar, preferiu prevenir de uma forma muito intensa, com uma contenção muito intensa para poder ter sucesso, aconteça o que acontecer, lá fora, na Europa ou no mundo."

De acordo com o Presidente da República, o Ministério das Finanças "segurou-se para não correr riscos", e, por isso, "há um preço: atirou para um bocadinho mais tarde, porventura, o abrir os cordões à bolsa". "Vamos ver os custos que isso teve, num ou noutro caso, em termos de funcionamento de serviços públicos ou despesas sociais", atirou Marcelo Rebelo de Sousa.

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