Mário Centeno continua na corrida ao FMI, só não vai a votos

Ministro das Finanças teme que método de escolha do candidato europeu divida ainda mais os Estados membros.

O ministro das Finanças anunciou ao início da noite desta quinta-feira, no Twitter, que não vai a votos nas eleições desta sexta-feira para escolher, numa votação entre os ministros das Finanças, o candidato da União Europeia à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI).

À primeira vista parecia que Mário Centeno estava fora da corrida a diretor-geral do FMI, mas não é bem assim.

A proposta deste método de escolha veio de França e obriga a uma maioria qualificada de 65% da população da União Europeia, algo que, segundo a TSF apurou, será, segundo Mário Centeno, impossível de atingir pois as posições estão demasiado divididas.

A TSF sabe que Mário Centeno não vai a votos pois considera que o método de escolha só vai servir para dividir ainda mais os vários Estados membros, mas contínua disponível para ser candidato à liderança do FMI, preferindo não ir a uma votação onde inevitavelmente ficará com uma 'marca' de derrotado.

Na mensagem que colocou no Twitter a anunciar que não terá o seu nome nesta votação, Centeno já acrescentava que estava disponível para ajudar a encontrar uma "solução que seja aceitável para todos" e "a encontrar consensos".

"Ao encontrar um candidato para dirigir o FMI, como em outras decisões da União Europeia, devemos lutar por uma posição comum. Quero ajudar a encontrar esse consenso e, por isso, não participarei nesta etapa do processo", escreveu Mário Centeno.

Mário Centeno tem sido apontado como um dos cinco nomes apontados para suceder a Christine Lagarde, juntamente com Jeroen Dijsselbloem, Olli Rehn, Kristalina Georgieva e Nadia Calviño.

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