Ministério avalia estragos provocados pela chuva no milho do Baixo Mondego

Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural acredita que não vai ser necessário pressionar as seguradoras para que os agricultores recebam compensações pelas perdas.

As culturas de milho foram as mais afetadas pela chuva dos últimos dias e as que mais prejuízos causaram no Baixo Mondego. Embora o Ministério da Agricultura ainda esteja a fazer o balanço do que foi perdido - a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro já se deslocou aos terrenos -, o Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, já revelou à TSF alguns dos resultados preliminares e urge os agricultores a ativar os seguros.

Há "zonas mais localizadas com casos de proporções significativas", já que a intempérie aconteceu numa altura especialmente má. "A cultura já estava adiantada, mas o milho ainda não tinha atingido a maturação necessária para a colheita", explica o governante.

Esta quinta-feira, o Governo deve ter um levantamento mais "rigoroso e uma estimativa" dos prejuízos, tanto sobre a área de culturas afetadas como sobre outras perdas de outra natureza. Ainda assim, o secretário de Estado aconselha os agricultores a participarem o quanto antes quaisquer perdas.

Os seguros agrícolas sofreram alterações "que os tornaram mais atrativos", como o Prejuízo Mínimo Indemnizável. "Até à última campanha obrigava a ter um prejuízo superior a 30% para que houvesse pagamento", um valor que foi reduzido para 20%, algo que "está dentro da variação interanual quase normal".

A esta medida junta-se uma "majoração de 70% para detentores de produtos de agricultura familiar", o alargamento do período de cobertura do milho-grão "até 30 de novembro" e a inclusão da "cultura do milho de silagem, que até ao ano passado estava excluída".

Rui Martinho acredita que a resposta das seguradoras vai ser rápida e sublinha que estas são "parceiras" do Governo. "Os 30 milhões de euros que pagamos ao longo dos últimos anos no sistema de seguro, pagamo-los às seguradoras, portanto há um compromisso mútuo" a que se junta um "interesse de todos no funcionamento do sistema".

"Não creio que seja necessária grande pressão por parte do Ministério da Agricultura para que as seguradoras atuem", defende.

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