"Há possibilidade até dia 12." Ministro pede aos sindicatos que desconvoquem greve

Pedro Nuno Santos frisou, em declarações à imprensa, que, até 12 de agosto, ainda há possibilidades de retomar as negociações. Pedro Pardal Henriques não aceitou as propostas do Governo e avançou que seguirá para greve.

"Há dois sindicatos que mantêm o pré-aviso de greve", começou por dizer Pedro Nuno Santos, que, no entanto, fez saber que, "até ao dia 12 de agosto, esses dois sindicatos podem recorrer ao mecanismo legal de mediação que está previsto no código do trabalho e que permitiria explorar todas as hipóteses de diálogo".

O ministro das Infraestruturas e da Habitação continuou a salientar querer evitar uma greve e esclareceu que o Governo pretende "continuar a explorar as possibilidades de negociações".

Sobre as declarações de Pedro Pardal Henriques, de que o sindicato irá recorrer à paralisação, o ministro diz que existem "versões contraditórias".

"Há uma forma de sindicalismo que passa pela negociação", frisou ainda Pedro Nuno Santos, que referiu os aumentos decorrentes das negociações com a Fectrans para os trabalhadores, a partir de 1 de janeiro de 2020, com percentagens situadas entre os 10 e os 18%.

A "Fectrans mostrou-se disponível para continuar a trabalhar", analisou o ministro, que, apesar disso, reconheceu haver "muitos motoristas que têm de fazer trabalhos que não devem ser feitos por eles".

O ministro deixou, portanto, a salvaguarda ao país: "Continuaremos a trabalhar para que, com greve ou sem greve, os portugueses possam ter o seu dia-a-dia garantido." Até dia 12, é possível ter a greve desconvocada, sublinhou.

Em caso de paralisação, no entanto, Pedro Nuno Santos admite que o "Governo está obviamente preparado para minorar os efeitos de uma greve".

Num apelo a que os sindicatos desconvoquem a greve, Pedro Nuno Santos não deixou de apontar avanços da parte da Fectrans, que, de acordo com o ministro, trabalhou "para garantir vitórias para os seus associados".

Devido ao "impacto nas vidas de todos nós", o ministro das Infraestruturas e da Habitação considerou ser "muito importante evitar a greve", "minorar os efeitos de possível paralisação", e continuar "negociação num quadro de conciliação".

"A própria Direção-geral do Emprego e das Relações de Trabalho pode ter uma atitude mais interventiva", assinalou.

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