Montijo ou Alcochete? Novo aeroporto escolhido em 2023 

Mais um ano e meio para se ficar a saber se o novo Aeroporto de Lisboa fica no Montijo ou no Campo de Tiro de Alcochete.

A Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) para o novo Aeroporto de Lisboa só deve estar concluída em 2023, anunciou, esta quarta-feira, no Portugal Air Summit, em Ponte de Sor, o ministro das Infraestruturas.

O prazo decorre da AAE cujo financiamento para um concurso internacional foi contemplado na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.

Nesta conferência internacional sobre aeronáutica, o ministro das Infraestruturas lamentou o tempo que já se leva a discutir este tema porque "nós não podemos estar sempre no para arranca" e a colocar em causa as decisões.

Pedro Nuno Santos lamenta o recuo com a solução Montijo e assume que é urgente uma decisão porque "em 2019, antes da pandemia, já estávamos a recusar voos, já estávamos a perder dinheiro, a perder turistas".

O ministro das Infraestruturas encara este debate das localizações como tecnicamente pouco fundamentado na medida em que "é quase como se cada um tivesse o seu clube de futebol: eu sou de Alcochete, eu sou do clube do Montijo, da Ota, eu até sou de Beja", ironiza.

O ministro das Infraestruturas na Portugal Air Summit de Ponte de Sor falava para uma plateia da aeronáutica e além do aeroporto também falou da TAP e criticou a postura do líder o PSD, Rui Rio.

"É tentador que um líder político aproveite o tema para fazer combate político. Pode conseguir faturar do ponto de vista estrutural mas está a prejudicar o país e está a mostrar que não tem capacidade para poder liderar os destinos do país", acusa.

As ajudas de estado previstas para a TAP no próximo ano (2022) chegam aos 990 milhões de euros e este ano (2021) foram 970 milhões, dinheiro que Pedro Nuno Santos considera ser um investimento em Portugal. "Em nenhum outro país europeu nós assistimos ao debate sobre os apoios e auxílios à companhia aérea de bandeira que nós assistimos em Portugal", sublinha Pedro Nuno Santos.

Para o Governo, estas ajudas à companhia aérea são essenciais porque 3 mil milhões de euros de exportações portuguesas são responsabilidade da TAP.

As ajudas de estado à TAP ainda estão a ser avaliadas por Bruxelas e, nesta conferência, a presidente da companhia aérea, Christine Ourmières-Widener, confessou que a forma como estão a decorrer as negociações a leva a acreditar que a Comissão Europeia vai aprovar o pedido de Portugal.

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