Moratórias podem ser prolongadas, mas "não para todos"

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) defende extensão das moratórias apenas para empresas sem receitas e pessoas desempregadas.

Paulo Macedo dá o exemplo da hotelaria, das agências de viagens e empresas de eventos que não vão conseguir tesouraria para cumprir os compromissos assumidos com a banca.

"A Caixa é claramente favorável de apoio, seja nacional seja internacional, às entidades destes sectores que não vão gerar proveitos nos próximos tempos e que depois lhes seja imposto o pagamento de uma dívida que não vai ser possível pagar", destaca Paulo Macedo.

Assim, "não deve ser continuado o apoio para todas as empresas para não gerarmos um monstro", sublinha.

Por outro lado, para Paulo Macedo nas moratórias dos particulares "deveria haver um esquema de proteção dos desempregados".

Paulo Macedo diz que "a Caixa está disponível para reestruturar os créditos de todos os seus clientes que no final da moratória estejam na situação de desemprego, que devem ser apoiados de forma especial".

No exercício de 2020 as moratórias levaram ao "reforço de imparidades de crédito e de provisões para garantias bancárias de 309 milhões de euros".

As moratórias na CGD que, apesar de terem descido face a julho, continuam a 31 de janeiro de 2021 a representarem um montante de 5992 milhões de euros, entre particulares (46056 operações) e empresas (21014 operações).

O presidente da CGD lembra que o alargamento da maturidades das moratórias "é uma questão decidida pelos decisores europeus e não pelos governos e pelos bancos".

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