"Muita honra." Quem é Isabel Camarinha, proposta para secretária-geral da CGTP?

A confirmar-se a sua subida à liderança da CGTP, será a primeira mulher a ocupar o cargo.

A Comissão Executiva da CGTP decidiu esta segunda-feira que vai propor para secretária-geral Isabel Camarinha, de 59 anos, com um percurso sindical de quase 30 anos no Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços.

A decisão foi tomada na última reunião da Comissão Executiva antes do XIV congresso da Intersindical, que se realiza na sexta-feira e no sábado, no Seixal, e anunciada numa pequena nota de imprensa. À TSF, explica que é "com muita honra" que vê o seu nome sugerido para a liderança da CGTP.

"Tudo farei para cumprir as responsabilidades que eventualmente irei assumir com toda a determinação", garante.

Isabel Camarinha trabalhou como técnica administrativa no Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) e será - a confirmar-se - a primeira mulher a ocupar o cargo em 50 anos da CGTP.

"As mulheres trabalhadores têm vindo a aumentar muito a sua participação na vida sindical, na luta, nos locais de trabalho, nos sindicatos, nas estruturas da CGTP e na própria CGTP, é uma coisa natural", explica Isabel Camarinha.

É dirigente sindical desde 1991, tendo integrado a direcção do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritório e Serviços de Lisboa (CESL) e posteriormente a direção do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritório e Serviços de Portugal (CESP), desde a sua criação, há cerca de 22 anos.

Integrou a direção da União de Sindicatos de Lisboa (USL) e a sua Comissão Executiva.

Em 2016 foi eleita presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) e coordenadora da Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços (FEPCES).

Integrou a Comissão Executiva da Inter há quatro anos, por inerência de funções.

O antecessor de Isabel Camarinha na liderança do CESP e no executivo da CGTP, Manuel Guerreiro, disse à Lusa que a sindicalista é uma pessoa de posições firmes, mas que valoriza muito as opiniões do coletivo.

Para o ex-sindicalista o nome de Isabel Camarinha era a proposta "mais consensual e com menos oposição" para substituir Arménio Carlos na liderança da CGTP.

De acordo com uma fonte sindical, a proposta apresentada na reunião de hoje da comissão executiva da Intersindical apenas contou com a abstenção dos cinco elementos da corrente sindical socialista.

Os restantes membros da comissão executiva, composto por um total de 29 sindicalistas, votaram favoravelmente a candidatura.

A Comissão Executiva da CGTP-IN aprovou hoje também as sugestões que irá apresentar ao novo Conselho Nacional, a eleger no congresso, relativas à composição da futura Comissão Executiva e do seu Secretariado.

Vão ser substituídos pelo menos nove elementos da Comissão Executiva por motivo de idade, três da corrente sindical socialista, uma católica e cinco da maioria comunista.

No Secretariado, que é o órgão de gestão corrente, vão ser substituídos quatro dos atuais seis elementos.

O XIV congresso da Inter vai eleger na sexta-feira o seu Conselho Nacional, com 147 elementos, que escolherá de seguida os órgãos executivos da central e o seu secretário-geral.

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