"Não há encenação nem vontade de crise." Governo está "de cara lavada"

Marta Temido sublinha que este orçamento permitirá valorizar o trabalho exclusivo, com acréscimo remuneratório para todos os médicos que assim decidam.

A ministra da Saúde Marta Temido refere-se ao OE para 2022 como o instrumento financeiro que permite concretizar o Estatuto do SNS, e acredita que estas escolhas respeitam e reforçam a aprovação da Lei de Bases da Saúde de 2019.

"Este é um dos Orçamentos mais importantes da História dos 42 anos do Serviço Nacional de Saúde", garante, referindo que este documento orçamental recupera a autonomia da contratação para todas as profissões, incluindo médicos, que estava bloqueada há anos, assume o reposicionamento dos enfermeiros e cria condições financeiras para as tabelas remuneratórias. "Precisamos de remunerar melhor os nossos profissionais, e é isso que eles reivindicam", assinala.

Este OE permitirá também, diz, valorizar o trabalho exclusivo, com acréscimo remuneratório para todos os médicos que assim decidam, e possibilitará os descongelamentos, e as 35 horas de trabalho como regime regra.

Marta Temido frisa que os recursos humanos constituem uma despesa de cinco mil milhões de euros, que cresce a um ritmo de mais de 9%.Estes são, de acordo com a governante, factos de que se orgulham e que constroem com os partidos de esquerda, factos que ficaram claros nas equipas da vacinação, que colocaram Portugal no primeiro lugar do mundo.

Em setembro de 2021, em comparação com 2019, um ano de atividade recorde no SNS, o público já fez mais três milhões de consultas, e os números de cirurgias realizadas estão novamente a crescer. Temido diz sobre os profissionais de saúde: "Confiamos neles como pacientes e respeitamo-los como sociedade."

Mas não basta investir em salários, é também preciso investir em infraestruturas, assegura Marta Temido, lembrando que 12 hospitais já têm novas UCI devido ao investimento público, numa altura em que o SNS tem crescentes obrigações, com uma sociedade cada vez mais envelhecida.

É preciso melhorar a coordenação do Serviço Nacional de Saúde, sinaliza, também. Por isso, quem vota contra estes planos, "serve que interesses?", questiona. A ministra exorta: "Há muito chão para andar. O chão que temos para andar exige esforço. Estão em cima da mesa dois modelos de sociedade. Não há encenação, não há vontade de crise, há um Governo que vem aqui de cara lavada dizer o que pode fazer e o que vai continuar a fazer pelos portugueses."

Temido aproveitou para ilustrar o discurso com a letra de uma canção de José Mário Branco: "Eu vim de longe, de muito longe, o que eu andei para aqui chegar. Eu vou para longe, para muito longe, onde sei que nos vamos encontrar."

LEIA AQUI TUDO SOBRE O OE2022

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