"Não há nenhum movimento de desobediência" ao teletrabalho, garante Confederação do Comércio

João Vieira Lopes considera que a explicação para uma percentagem baixa de trabalhadores a cumprir funções a partir de casa diz respeito ao tecido empresarial português.

Um inquérito do Ministério do Trabalho apurou que a percentagem de trabalhadores a exercer as suas funções a partir de casa não vai além dos 31%, nas empresas que decidiram aplicar o teletrabalho. O estudo conduzido pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento questionou mais de dez mil empresas, já depois da entrada em vigor do diploma que torna obrigatório o teletrabalho, desde que seja possível. Ouvido pela TSF, o Presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal não acredita que os dados estejam relacionados com incumprimentos.

João Vieira Lopes considera que a explicação diz respeito ao tecido empresarial português em que mais de 90% são pequenas e médias empresas.

"Muitas, pela sua dimensão, se não tiver lá alguém, as empresas não funcionam. São tão pequenas que é difícil dividir funções. Nas zonas de menor densidade populacional há milhares de empresas em que a pessoa quase que mora na rua ao lado, portanto, tem mais a ver com este tipo de organização. Pode haver alguns casos de incumprimento, mas, por outro lado, também há muitas sociedades unipessoais. Há todo um conjunto de situações que me parece que não são excessivas e não há nenhum movimento de desobediência", sustenta.

De acordo com os dados apresentados esta quinta-feira pela ministra do Trabalho Ana Mendes Godinho, as grandes empresas são as que mais declararam ter teletrabalho.

Para João Vieira Lopes faz sentido porque as empresas de maior dimensão têm mais capacidade de ter funcionários em teletrabalho.

"Têm sistemas informáticos mais evoluídos, sistemas de comunicação mais evoluídos. Portanto, penso que isso é inevitável dentro das características do nosso tecido empresarial", remata.

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