"Natal para esquecer." Compras em dezembro não salvaram prejuízos dos centros comerciais

António Sampaio Matos, em declarações à TSF, adianta que o setor da restauração é o mais afetado.

O presidente da Associação Portuguesa dos Centros Comerciais afirma que a queda nas vendas em dezembro não foi tão grande como tinha sido nos outros meses. Ainda assim, e apesar da recuperação, as vendas não vão compensar as perdas do ano. As medidas restritivas em vigor por causa da pandemia não ajudam o setor.

António Sampaio Matos admite mesmo que este é um Natal para esquecer. "Houve alguma recuperação em dezembro, a queda não foi tão acentuada como nos meses anteriores. Mas, mesmo assim, não resolve nenhum dos grandes problemas que o comércio e os centros comerciais têm sentido ao longo dos últimos meses, com a diminuição do tráfego", disse em declarações à TSF.

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais lembra que apenas podem estar cinco pessoas por cem metros quadrados no interior das lojas, levando a que muitos clientes desistam de esperar para fazer compras.

Dados mais concretos quanto às vendas só na próxima semana. Nesta altura, no entanto, já é possível perceber onde a procura foi maior e menor.

"A pior é a restauração. Além dos problemas conhecidos, a restauração não pode recuperar: quem não vai almoçar num dia, não vai no seguinte almoçar duas vezes. Noutras atividades, as pessoas podem comprar amanhã ou noutro dia qualquer. Na eletrónica e informática, as coisas decorreram razoavelmente bem. Na moda, a recuperação foi importante, mas ficou aquém do que se conseguem em situações normais", explica.

Os saldos começaram esta segunda-feira e vão prolongar-se pelo mês de janeiro. O presidente da Associação dos Centros Comerciais acredita que os descontos continuem a chamar os clientes às lojas.

"Prevemos que o fluxo às lojas vá continuar, mas também sabemos que em janeiro as pessoas têm a carteira um pouco mais leve, por causa das compras no Natal", admite.

António Sampaio Matos deixa, ainda assim, uma mensagem de esperança para os comerciantes. "Temos de pensar que o ano de 2020 está para terminar e que para a semana já será 2021."

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