Nem uma gota de água passou esta tarde do Tejo espanhol para Portugal

Os dados disponibilizados em tempo real pela Confederação Hidrográfica do Tejo mostram que a estação de medição no Tejo Internacional regista o nível do rio em 13 centímetros de altura para um caudal circulante de zero metros cúbicos por segundo.

Ao longo de toda a tarde desta segunda-feira o regime de caudais registado por uma estação hidrométrica no Tejo internacional, em Espanha mostram os valores que podem ser vistos na imagem:

O organismo espanhol que gere a bacia do Tejo mostra que nem uma gota passa para o lado Português porque não há descargas das barragens; para mais, não tem chovido na região e a Barragem de Cedillo no lado espanhol do Tejo Internacional está com 27% da capacidade de água e a barragem de Salor está com 23%.

De resto, no lado espanhol do Tejo o volume total de água armazenada neste momento corresponde a 35% do volume total que as barragens espanholas podem armazenar.

A Convenção de Albufeira para a gestão entre Portugal e Espanha dos Rios Internacionais já fez 21 anos e estabelece caudais médios ecológicos.

O governo tem reconhecido que no Tejo foi verificada "uma diminuição significativa dos caudais afluentes, apesar dos mínimos semanais previstos na Convenção de Albufeira estarem a ser cumpridos".

O ministério do Ambiente assumiu há seis meses que a diminuição destes caudais tem conduzido a um agravamento das condições nas massas de água, já que "as alterações do regime hidrológico têm um forte impacto nos elementos de qualidade".

Em abril, o ministro Matos Fernandes dizia que "Portugal estava a articular com Espanha ações conjuntas de remoção das plantas aquáticas que cobrem uma grande superfície da albufeira de Cedillo o que leva à fraca qualidade da água vinda de Espanha".

Questionada pela TSF, a Agência Portuguesa de Ambiente (APA) argumenta que todas as semanas tem sido cumprido e até ultrapassado os sete milhões de metros cúbicos de volume acumulado de caudal e por isso não se podem avaliar os caudais pelo registo de apenas umas horas.

Numa nota enviada à TSF, a APA reconhece que a ausência de precipitação condiciona as afluências de água a Portugal mas "acresce que a nível nacional foi determinado à concessionária das barragens de Fratel e Belver o lançamento de um volume mínimo diário que tem sido cumprido, a jusante de Belver desde junho de 2017".

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