Ninguém compra nem vende casa? "É pior do que nos tempos da troika"

O setor que tanto puxou pela economia nacional depois da intervenção da troika está agora na estaca zero.

Parou tudo no setor do imobiliário. De há uma semana para cá, parou tudo e adivinha-se o trambolhão dos preços. Restam os negócios feitos antes da chegada do novo vírus. Esses podem agora ser fechados graças a um acordo entre as imobiliárias e a Ordem dos Notários. Ainda há quem abra para fazer escrituras.

"É pouco, mas é alguma coisa", desabafa Luís Lima, presidente da APEMIP, a Associação dos Profissionais de Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal e por estes dias "alguma coisa já é bastante".

Os estrangeiros não entram e os nacionais não tomam decisões tão importantes como a compra de casa. Mesmo que alguém quisesse comprar um imóvel "quem é que iria abrir a porta de casa para visitas numa altura destas?" questiona Luís Lima.

O setor que tanto puxou pela economia nacional depois da intervenção da Troika, demasiado dirão alguns, está agora na estaca zero. No ano passado as imobiliárias movimentaram 27 mil milhões de euros, pelas contas das empresas, mas "agora é pior que nos tempos da Troika, os preços nessa altura caíram nalguns casos na ordem dos 50%. Há muitos investidores preocupados, mas tudo vai depender do tempo que durar esta crise".

O presidente da APEMIP está ainda assim confiante, "sei que vamos sobreviver, temos que sobreviver". Para isso é preciso ter algum fundo de maneio para o essencial e é isso que pedem ao governo, isso e a possibilidade de pagar mais tarde algumas contribuições.

Neste cenário, precisa-se de fechar um negócio como de pão para a boca, e ainda hã compras e vendas que ficaram penduradas entre a chegada do novo vírus e o fecho do país por causa da declaração do estado de emergência.

A pensar nesses, a APEMIP e a Ordem dos Notários acordaram fazer um esforço e encontrar, um pouco por todo o país, notários dispostos a abrir portas a riscos e a clientes para fazerem escrituras.

Todo o dinheiro em caixa é mais uma contribuição de voltar a contratar, se não todos, pelo menos boa parte dos 40 mil profissionais que trabalham neste ramo, a maioria trabalhadores a recibo verde.

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