Novo Banco derrapa o défice

A Comissão Europeia faz as contas ao Novo Banco e "estraga" os números do Governo para o défice de 2019.

Nas previsões económicas da primavera a Comissão Europeia revela que o défice este ano pode ser 0,4%, o dobro dos 0,2% previstos pelo Governo e tudo porque ao contrário do executivo o mecanismo de ajudas ao Novo Banco faz parte do resultado final.

Nas contas europeias o novo Banco custa este ano 0,6% do PIB o que vai situar o défice nominal em 0,4%, enquanto para 2020 se vai situar em 0,1%. "Excluindo este e outros acontecimentos únicos, o saldo inicial teria alcançado um excedente de 0,2% do PIB potencial", pode ler-se no documento.

Assim, a Comissão Europeia deixa um alerta: "os riscos estão em alta, ligados às incertezas que cercam as perspetivas macroeconómicas e o potencial impacto adicional das medidas de apoio bancário".

O relatório adianta que "o impacto combinado das medidas discricionárias de política orçamental, as diminuições das despesas com juros e as receitas não fiscais mais elevadas deverão ser globalmente neutras em 2019, prevê-se que o saldo estrutural permaneça globalmente estável. Sob uma hipótese de mudança de política, o saldo inicial deverá melhorar para um défice de 0,1% do PIB em 2020, enquanto o saldo estrutural deverá permanecer globalmente inalterado", conclui.

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