Número de contribuintes "ricos" é mais do dobro do que o Estado pensava

São 1679 os contribuintes que são acompanhados pela Unidade de Grandes Contribuintes (UGC), revela o Governo.

O objetivo para a Unidade de Grandes Contribuintes (UGC) era conseguir acompanhar mil contribuintes, mas esse número já foi "largamente ultrapassado", adiantou o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, esta manhã, no Parlamento.

"Eu gostaria de dar em primeira mão às senhoras e senhores deputados a informação de que com a troca de informação automática, com as informações da operações transfronteiriças da LGT (Lei Geral Tributária) e o 'report' de saldos bancários, o cadastro individual de contribuintes de elevada capacidade acrescentou aos 758 que existem hoje mais 921, estando nós, neste momento, mais próximos de 2000 do que dos 1000 que eram apontados como um número que deveria estar cadastrado nesta dimensão", explica o secretário de Estado.

Numa audição na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças para discutir o relatório de atividade de combate à fraude e evasão aduaneira relativo a 2018, António Mendonça Mendes, adianta que na UGC "está metade da receita fiscal que o país arrecada".

Para se ser considerado um grande contribuinte é preciso ter rendimentos superiores a 750 mil euros e ter património superior a 5 milhões de euros.

Este levantamento foi possível de executar graças às "trocas de informação automáticas, com as informações das operações transfronteiriças da LGT [Lei Geral Tributária], e com um conjunto de informações como, por exemplo, o reporte de saldos bancários", esclareceu António Mendonça Mendes.

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