O terramoto que destapou o que os cientistas já sabiam

A economista Susana Peralta escreveu sobre os efeitos da pandemia na forma como vivemos, e como vamos viver.

A crise económica e social que foi provocado pela pandemia, vai obrigar a mudar o contrato social entre os estados e as pessoas.

A economista Susana Peralta diz que é inevitável que aconteça esse debate, porque houve mudanças nesse contrato, que só poderão ser irreversíveis.

Os exemplos mais claros, são os apoios criados para sócios gerentes, ou mesmo, os apoios para quem nunca contribui para os sistemas sociais.

No livro "Portugal e a Crise do Século" (edição Objetiva), a economista da Nova SBE , recupera algumas ideias escritas em artigos no jornal Público, ao longo do último ano, e noutros locais.

Na Tarde TSF, Susana Peralta garantiu que os cientistas estavam já a estudar as desigualdades na sociedade portuguesa, a partir dos diversos indicadores estatísticos, e que a pandemia só trouxe visibilidade e demonstração prática, do que significa essa desigualdade.

Uma desigualdade de que quem não pode ficar em casa e proteger-se, de quem não tem rendimentos para viver com dignidade, e que não tem acesso a habitação digna e a tecnologia, ou mesmo educação, para lidar com momentos de crise.

Um dos sinais dessa desigualdade, foi o confinamento, que deixou sem rendimentos e sem apoios sociais, muitas famílias, e que não incluiu as cadeias logísticas.

Ou seja, nem todos os cidadãos estão sujeitos ao teletrabalho, para que os outros possam ficar em casa.

Susana Peralta diz que os ensinamentos desta crise, devem evitar que alguns erros sejam cometidos, no futuro, mas não se atreve a apresentar soluções mais justas e adequadas.

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