O turismo não vai morrer, defende Augusto Santos Silva

A pandemia não vai matar o turismo em Portugal. Quem o diz é o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Augusto Santos Silva é o governante que tutela a promoção externa e as exportações portuguesas e defendeu esta quarta-feira na abertura da conferência "Portugal Exportador 2020" que o Turismo vai continuar a ser "o navio almirante das exportações nacionais"

Assim, o ministro dos Negócios Estrangeiros recusa-se a decretar a morte do turismo como principal alavanca das exportações portuguesas, porque "não há nenhuma razão para acreditar que o pais tem que olhar agora para o turismo ou para o setor dos transportes como um fardo, em vez de ser o que tem sido e vai continuar a ser que é um dos setores mais internacionalizados e dinâmicos", sustenta.

É por isso que Augusto Santos Silva não embarca naquilo a que chama "cantos de sereia que como só veem o que é imediato vão em cada momento decretando, ou glórias que consideram ser duradouras ou mortes que se apressam a declarar como definitivas; a vítima do momento é o turismo", critica.

Deste modo, Augusto Santos Silva pensa que esta crise é conjuntural e não estrutural para este setor. "É preciso compreender que os aviões estão em terra e as pessoas estão em casa porque essa é uma forma absolutamente incontornável de impedir a propagação da pandemia e garantir que a resposta sanitária é eficaz e não tornar o que é conjuntural em estrutural apenas pela nossa capacidade de distinguir o efémero do permanente".

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros ainda é possível a Portugal ultrapassar a meta de 50% das exportações no Produto Interno Bruto até 2030.

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