Oficiais das Forças Armadas querem pagamento retroativo das promoções no OE

Estão em causa perto de 70 milhões de euros, que ficaram em atraso nos últimos dez anos.

A Associação dos Oficiais das Forças Armadas quer que o Orçamento do Estado para 2022 tenha uma verba designada para o pagamento dos retroativos das promoções. Pelas contas dos oficiais, estão em causa perto de 70 milhões de euros, que ficaram por saldar ao longo dos últimos dez anos.

Este pedido vai ser enviado ao Presidente da República, ao Parlamento e também ao Governo. Numa moção que foi aprovada, por unanimidade, no sábado, foram registados ainda outros pedidos. "Temos aqui os descontos da ADM, uma proposta de apresentação de tabela de vencimentos respeitante aos oficiais, e esta do apoio aos ex-militares... São os três pontos essenciais que temos em cima da mesa", enumera Carlos Rodrigues Marques, vice-presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, em declarações à TSF.

"Nos últimos dez anos, o valor que não foi pago aos militares já vai em cerca de 70 milhões de euros. Este é um prejuízo direto para os militares." Carlos Rodrigues Marques lembra que o atraso nas contas remonta aos dez anos anteriores: "Dá cerca de sete milhões de euros por ano. É um valor que está orçamentado. Uma questão que também vamos colocar é para saber o que é feito ao dinheiro."

As promoções, a assistência na doença e a tabela de vencimentos dos oficiais são preocupações da associação que vão ser enviadas ao Executivo, ao Parlamento e também ao Presidente da República, antes da votação do OE, na próxima quarta-feira.

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