Operadores de jogo online contra lei aprovada no Parlamento

Os representantes de apostas ​​​​​​​online temem aumento do jogo ilícito.

Os operadores de jogos online esperam que o Governo recue na limitação da atividade. O executivo vai definir esta quinta-feira as regras no âmbito de uma proposta apresentada pelo PAN e que foi aprovada pelo Parlamento. A mesma proposta determina limitações no acesso ao jogo online e também à publicidade.

Estes constrangimentos vão durar até ao fim do estado de emergência. Ora, as empresas do setor alerta para um risco. Ouvido pela TSF, Rui Magalhães, diretor da Estoril Sol Digital, avisa que o jogo ilegal vai ser a alternativa de quem não consegue ficar longe do jogo.

"A limitação do acesso não permitiria o acesso ao jogo legal. Se não houver oferta no mercado legal, os jogadores vão ao mercado ilegal", alerta o responsável.

Rui Magalhães questiona a utilidade de avançar nesta altura com restrições, uma vez que se espera que a vigência do estado de emergência não passe do dia 2 de maio. Para além disso, o diretor da Estoril Sol Digital sublinha que há muito jogo que não é contemplado na lei que foi aprovada na Assembleia da República. "A própria lei foi feita à pressa", explica, dizendo que onde se mais aposta mais em Portugal é nos jogos de futebol.

Os operadores do jogo contestam ainda os números que foram apresentados pelo PAN quando apresentou a proposta, dando conta de um crescimento de 24% do jogo online desde que o confinamento obrigatório teve início.

"No jogo online em Portugal, quase 60% é em apostas desportivas. Desses 60%, a maior parte são apostas em jogos de futebol", garante, acrescentando que os casinos não cresceram neste período. "Houve quebra de receita."

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