Orçamento "coloca os portugueses a salvo nos momentos difíceis"

Eurico Brilhante Dias sublinhou que "felizmente os portugueses não vivem no país que os partidos da oposição trazem nos seus discursos."

O deputado Eurico Brilhante Dias começou a sua intervenção no debate do OE2022 por recordar a primeira votação do Orçamento socialista, chumbado, apesar de aumentar salários, pensões e promover o crescimento económico.

"Os portugueses resolveram o problema criado por este hemiciclo" e escolheram de forma clara "que este Orçamento é mesmo para levar avante".

Eurico Brilhante Dias sublinha que "felizmente os portugueses não vivem no país que os partidos da oposição trazem nos seus discursos."

A incerteza associada à pandemia e à guerra marcam a diferença face ao primeiro Orçamento, tal como a subida da inflação, ressalva. Mas a economia "cresce a bom ritmo" e o desemprego diminui, destaca.

"A prudência com que o país deve responder a esta incerteza (...) não tem deixado o Governo de braços caídos, nem refém de nenhuma inevitabilidade", assegura o socialista.

Brilhante Dias destaca o pacote de mitigação da inflação do OE2022, e medidas sem aventurismos, que deixem as famílias em risco. Este é um Orçamento para a classe média, para os jovens.

"Os portugueses sabem: este Orçamento pensa no país a médio-prazo e dá continuidade às medidas da anterior legislatura (...) se fosse a direita a governar nada disto seria possível".

Se a direita governasse, não teríamos desdobramento dos escalões, IRS jovem, apoios nos passes para transportes e nas creches. Um jovem casal com filhos não veria o seu rendimento reforçado. "Teríamos uma distribuição de impostos desigual, e por isso, injusta".

"A direita colocaria o elevador social a funcionar só para os que já estão no andar de cima", estaríamos mais perto do corte de rendimentos e do empobrecimento generalizado.

Eurico Brilhante Dias destaca ainda este Orçamento como fruto do diálogo com os outros partidos. A maioria do PS vai manter as "pontes e diálogos", promete.

"Talvez tenha escapado a algumas bancadas": o grupo parlamentar do PS, sozinho, só votou contra menos de 2% das propostas de alteração deste Orçamento.

Em resposta a Paulo Mota Pinto, o socialista destaca que o seu partido aprovou mais propostas de alteração dos sociais-democratas do que aquelas que em 2013 o PSD aprovou para todos os partidos da oposição.

"Este Orçamento é um Orçamento para continuarmos a construir elevadores sociais", aponta Brilhante Dias, referindo o decréscimo da taxa de abandono escolar e uma taxa 5 pontos percentuais superior à média da UE na formação superior.

"O nosso problema não é o elevador social não funcionar - ele funciona - temos é mais portugueses que querem subir nesse elevador." Este Orçamento corresponde às "ambições" dos portugueses e "coloca-os a salvo nos momentos difíceis".

"Não falharemos aos portugueses", conclui.

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