Orçamento do Estado "é uma desilusão" para as empresas

A CIP considera que os impostos para as empresas devem ser reduzidos.

Os patrões reagem ao Orçamento do Estado para 2021 com "desilusão". A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) lamenta que as empresas tenham sido esquecidas pelo Governo.

Ouvido pela TSF, António Saraiva, presidente da CIP, garante que o documento não propõe nada de novo para a economia.

"É uma desilusão. Tende muito ao fator social, e percebemos que tenha de ser assim, atendendo à pandemia, mas temos de combater a crise também na economia. Para a economia, este Orçamento do Estado não traz rigorosamente nada. É ofensivo ouvir o primeiro-ministro dizer que a ajuda para as empresas é não aumentar impostos", afirma.

António Saraiva refere que os impostos para as empresas devem ser reduzidos, e considera a medida do Governo como "absurda".

A proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2021 prevê uma recessão de 8,5% este ano e um crescimento da economia de 5,4% no próximo.

No documento, entregue à Assembleia da República pelo ministro das Finanças, João Leão, na segunda-feira à noite, o Governo estima que a economia volte a crescer 3,4% em 2022, "ano em que se alcança um nível de PIB equivalente ao registado no período pré-crise pandémica".

De acordo com as estimativas do Executivo, o desemprego este ano deverá subir até uma taxa de 8,7%, descendo em 2021 para os 8,2%.

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