Orçamento "recauchutado". PSD diz que proposta está "datada de 2021"

O deputado social-democrata, Paulo Mota Pinto, diz que o Governo "não aproveitou a circunstância atípica" de um Orçamento a meio do ano, sem adaptar as exigências a um país "abalado por uma guerra em solo europeu".

Paulo Mota Pinto, do PSD, sublinhou que o Orçamento está "datado de 2021 e "recauchutado", ou seja, "um Orçamento condicionado". O líder parlamentar do PSD lembrou as negociações "aos bocados" com a esquerda em novembro de 2021.

"Se já nessa altura o PSD considerou que a proposta de Orçamento apresentada não respondia às necessidades e às urgências do País, por maioria de razão isso vale para um Orçamento que ignora de modo ostensivo que, de lá para cá, o mundo mudou, o País mudou, e que as necessidades, preocupações e anseios dos Portugueses são também agora outros", acrescentou.

Mota Pinto diz mesmo que o Governo "não aproveitou a circunstância atípica" de um Orçamento a meio do ano, sem adaptar as exigências a um país "abalado por uma guerra em solo europeu".

"O Governo olhou para uma mão e viu a proposta de Orçamento que tinha sido rejeitada; olhou para a outra mão, e viu a maioria absoluta entretanto conquistada pelo Partido Socialista; e daí a concluir que não valia a pena esforçar-se", diz.

Mota Pinto lembra que "as circunstâncias mudaram" apesar de o Governo sublinhar que a proposta orçamental é a que foi a sufrágio pelos portugueses em janeiro.

"Bastaram 3 meses para que o Governo e o Partido Socialista dessem o dito pelo não dito. Todos se lembram que, na campanha eleitoral, o Partido Socialista prometeu aumentar os rendimentos dos portugueses, não apenas o salário mínimo, mas também o salário médio, designadamente por via do aumento dos salários dos funcionários públicos. Hoje, já todos percebem o embuste", atira.

O deputado social-democrata diz que, agora, "os portugueses já sabem com o que podem contar", lembrado que os funcionários públicos vão perder mais de quatro por cento dos rendimentos.

"Como os portugueses já estão a notar, a sua perda de rendimento não é uma falácia inventada pela oposição. É real e efetiva, e tem vindo a ser agravada pela divergência da nossa criação de riqueza em relação à média europeia", diz.

Mota Pinto diz mesmo que o Parlamento "que representa todos os portugueses", não pode deixar em claro "esta clara quebra de compromisso" de António Costa.

"O Estado socialista enriquece, e os portugueses empobrecem", atirou.

Mota Pinto lembra os anúncios de António Costa durante a campanha eleitoral, como a construção de uma maternidade em Coimbra, que "talvez por o município ter deixado de ser socialista, se evaporou".

"Conclui-se que não só essas obras não foram construídas nos últimos seis anos, nem há intenção de que o sejam nos próximos quatro", afirma.

O social-democrata lembra que, pela maioria absoluta, "este Primeiro-Ministro e este Governo poderão vir a apresentar cinco orçamentos com condições únicas, como ninguém teve em democracia, para voltar a fazer crescer economicamente o País"

"Trata-se de não se limitar a gerir a crise ou encontrar desculpas", acrescenta.

Mota Pinto concluiu, dizendo que este Orçamento não reforma o Estado e empobrece os portugueses": "Um Orçamento que não serve Portugal nem os portugueses".

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