"Problemas não se resolvem sem dinheiro." PCP ainda não diz como vai votar o OE2021

O PCP quer saber qual o compromisso do Governo e qual a sua perspetiva para "uma resposta global a problemas globais".

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, adianta que ainda não há uma decisão fechada sobre como vai o PCP votar no Orçamento de Estado para 2021, mas garante que "não é possível achar que os problemas se resolvem sem se gastar dinheiro".

"É preciso gastar dinheiro do Orçamento do Estado para resolver os problemas que se verificam com as dificuldades no acesso às consultas, aos tratamentos, com a sobrecarga sobre os profissionais de saúde face à resposta que está a ser exigida, com as situações nas escolas com exigências que se multiplicaram no funcionamento diário das escolas", sustenta.

Por isso, o PCP quer saber qual o compromisso do Governo e qual a sua perspetiva para "uma resposta global a problemas globais".

Ainda assim, o PCP ainda não decidiu qual o sentido de voto no OE2021: "Não temos nenhum calendário definido."

Já nesta quarta-feira o partido reconheceu que a última noite trouxe avanços quanto ao posicionamento da Tutela na discussão do Orçamento do Estado para 2021. No Fórum TSF, João Oliveira defendeu, no entanto, que ainda são necessários novos desenvolvimentos para que o país possa ter um Orçamento que dê resposta aos problemas que subsistem.

"Há realidades duras como punhos, e, perante as circunstâncias em que o país está, perante as necessidades que diariamente se verificam, é muito difícil que o Governo contrarie alguns dos elementos subjetivos que o PCP tem adiantado", admite o deputado comunista.

João Oliveira deixou também sinais positivos das últimas conversas com o Executivo. "Ontem tivemos a possibilidade de fazer essa apreciação mais desenvolvida em relação a um conjunto de matérias concretas, mas também em relação a uma apreciação global que fazemos do Orçamento do Estado e de outros problemas que estão para lá do OE e que precisam de ter resposta."

O comunista salientou que "o Governo, em muitas circunstâncias, não tem como negar os argumentos que o PCP apresenta".

As rondas negociais continuarão até à votação na generalidade no hemiciclo, a 28 de outubro, até porque, enfatizou João Oliveira, "a consideração que o Governo faz ainda está longe de corresponder àquilo que o país verdadeiramente necessita, mas veremos os avanços que o posicionamento do Governo possa vir a ter".

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