Parlamento aprova mais 400 camas para cuidados intensivos

O PS foi o único partido a votar contra a proposta do PEV.

O Parlamento aprovou a proposta do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) que prevê, até ao final do primeiro trimestre de 2021, um reforço de 400 camas nas Unidades de Cuidados Intensivos.

Apenas com os votos contra do Partido Socialista, os restantes partidos na Assembleia da República viabilizaram a proposta para o Orçamento do Estado de 2021.

No entanto, "a contratação de 50 médicos, 600 enfermeiros e 200 assistentes operacionais, através da celebração de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado" foi chumbada, devido ao voto contra do PS e abstenção do PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal.

Foi igualmente aprovada pela Comissão de Orçamento e Finanças uma proposta do PS para que, no próximo ano, o Governo crie "cinco equipas comunitárias de saúde mental para a infância e adolescência, uma por cada região de Portugal Continental, recrutando para o efeito um total de até 30 profissionais".

Esta proposta mereceu o voto favorável de todas as bancadas, à exceção do BE, que se absteve.

A votação de várias propostas do PCP foi adiada para amanhã, tendo em conta que ainda decorrem negociações com o Governo.

Ainda assim, esta segunda-feira já foi aprovada uma proposta dos comunistas apesar dos votos contra dos socialistas. Trata-se da dispensa gratuita de medicamentos antipsicóticos no Serviço Nacional de Saúde.

Também contra a vontade do PS, as restantes forças políticas viabilizaram propostas do PSD. O regime de comparticipação do Estado no preço dos tratamentos termais prescritos pelo SNS entra em vigor em 2021.

Os social-democratas propuseram ainda o alargamento da gratuitidade da vacinação antipneumónica a doentes com doenças respiratórias crónicas, que mereceu a concordância das restantes bancadas. Esta medida prevê ainda a comparticipação de 69% para pessoas com idade igual ou superior a 65 anos.

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