Pedro Marques responde a Rangel. "Não vamos deixar esquecer o combate à pobreza e às desigualdades"

Paulo Rangel deixou duras críticas ao PRR português, e considerou que o plano "pode iludir os portugueses como a canela da Índia durante algum tempo, mas vai ser apenas canela, não vai ser o que precisávamos, que é uma reforma estrutural da economia portuguesa". Pedro Marques avisa que as prioridades sociais não vão ser atiradas para trás das costas do PS e da respetiva família política europeia.

O eurodeputado Pedro Marques rebate as críticas feitas por Paulo Rangel aos setores prioritários do PRR. Paulo Rangel considerou que o plano que poderá permitir a Portugal recuperar da crise económica suscitada pela pandemia consagra uma visão de "Estado, Estado, Estado", numa abordagem que não deverá alavancar a economia nem permitir a emancipação das empresas e famílias. Pedro Marques considera que o PRR também dota as empresas de "muito investimento", mas vinca que o PS não irá esquecer o combate às desigualdades e à pobreza.

"O que defendemos a nível europeu é o que foi feito no caso do PRR português precisamente. A ideia da prioridade à política de educação, da habitação social, que são prioridades fortes do PRR português, onde cabe muito investimento. Cabe muito investimento nas empresas também, como tem sido dito pelo primeiro-ministro."

Em declarações à TSF, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Pedro Marques lembra que os apoios designados por "bazuca" são "muito mais" do que o PRR; são todos os fundos estruturais aplicados aos próximos sete anos.

O eurodeputado socialista enaltece que esteja presente no PRR "a prioridade ao social", e salienta que os socialistas querem vê-la transversalmente em toda a Europa. "O nosso grupo político, aqui no Parlamento Europeu, defende para toda a Europa aquilo que o Governo português fez bem. Uma prioridade nos planos de recuperação nacionais também é um pilar social."

Para Pedro Marques, os grupos do outro lado do espetro político "falam um pouco do desemprego, mas não das políticas sociais, estão fora do discurso, já não existem nas prioridades do PSD e da direita europeia".

"Esta ideia de que o social pode ser esquecido, de que a boa presidência portuguesa do primeiro semestre e a prioridade à política social pode ser esquecida é para nós inaceitável", reforça. "A direita europeia e o PSD, em particular aqui no Parlamento Europeu, está numa deriva muito securitária. O que ouvimos aqui hoje da direita europeia foi pedir fronteiras fechadas, uma Europa mais fechada e nenhuma prioridade às políticas sociais", diz ainda, referindo-se ao plenário que decorre em Estrasburgo.

Pedro Marques deixa ainda evidente que os compromissos selados durante a Cimeira Social do Porto não ficarão esquecidos. Em vez disso, serão relembrados à Comissão Europeia. "A Europa não pode esquecer-se do que decidiu na Cimeira Social do Porto. A presidência portuguesa do Conselho não foi para ser seis meses e depois acabou e toda a gente esquece. É para continuar a prioridade ao social, e a nossa família política e o Partido Socialista não vamos deixar esquecer a Cimeira Social do Porto e a prioridade do combate à pobreza e às desigualdades."

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