Pilotos dizem que administração da TAP "entrou para a história" ao rejeitar plenário

Sindicato promete levar o assunto ao ministro das Infraestruturas e nega que a reunião pudesse vir a afetar 20 mil passageiros.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) assinalou esta quarta-feira que a administração da TAP entrou para a história de Portugal ao ser a primeira que "desrespeita e proíbe o exercício legítimo dos direitos laborais" após ter proibido a realização, esta sexta-feira, de um plenário deste sindicato nas instalações da empresa.

"Hoje, dia 22 de junho de 2022, a administração da TAP entrou para a história de Portugal como a primeira que desrespeita e proíbe o exercício legítimo dos direitos laborais aos seus Pilotos", lê-se no comunicado enviado à redação da TSF, em que os pilotos notam que a decisão demonstra que a empresa não cumpre para com o seu lema.

"Com esta decisão, uma Empresa que tem por lema "Pessoas e Cultura", demonstra que primeiro está "esta Cultura", e só depois estão as Pessoas", acusam.

No mesmo comunicado, o sindicato garante ter cumprido "todos os preceitos legais e necessários para a realização da reunião de trabalhadores nas instalações da TAP" e nega a veracidade dos números avançados pela empresa "relativamente a eventuais prejuízos resultantes da pausa na operação".

Pelas contas da empresa, as três horas de duração do plenário - previsto para entre as 07h30 e as 10h30 da manhã - seriam suficientes para afetar 120 voos, correspondentes a 20 mil passageiros.

"A TAP optou por negar os direitos mais básicos dos seus Trabalhadores, seguindo uma linha de atropelos às condições de trabalho e ao exercício de direitos garantidos por Lei", escreve o SPAC, que garante levar o assunto à audiência com o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que acontece esta quinta-feira.

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